29 julho 2011

De Olho na TV: Programas Interessantes

Atenção paranóicos da conspiração, ops, quer dizer... teóricos da conspiração - brincadeiras à parte, eu acho um tema divertido e no mínimo curioso - na próxima segunda-feira, dia 1 de Agosto, às 22 no Discovery Channel - dispensa-se a necessidade de dizer que sou fã deste canal, rs - vai passar um programa de um especialista em driblar toda e qualquer forma de espionagem, com o sugestivo nome: Ache-me Se For Capaz. Baseado na teoria de que todos nossos passos são monitorados e vigiados, inclusive por satélites - conforme mostrado no excelente filme de ação: Inimigo do Estado - o tal especialista irá ensinar-nos como nos livrar disso e a manter a nossa privacidade. Bem, é um prato cheio para aficionados por teorias conspiratórias, do tipo que acreditam que "eles" sabem tudo o tempo todo sobre qualquer um de nós, ou somente um entretenimento divertido para quem curte ler acerca de tal assunto, apesar de considerá-lo estapafúrdio ou mesmo risível.  E, para quem, como eu, curte toda e qualquer informação referente à pesquisa espacial, neste domingo, dia 31 de Julho, às 21h vai ter um especial sobre o último voo do ônibus espacial o Atlantis.  Sinceramente? Acho o assunto fascinante, meu sonho de infância era ser astronauta - ao menos um deles - e, de qualquer forma não deixa de ser uma bela forma de adquirir conhecimento acerca de um assunto que muitas vezes cai até nas provas de concursos públicos na área de atualidades. Sem contar que dia de domingo, a programação da TV aberta é um caos. Então, aproveite as dicas e claro, o merecido descanso do fim de semana.


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11 julho 2011

Novidades de Julho

Não se preocupe se nestas férias de Julho, não puder viajar, ou mesmo se, por um acaso nem tiver férias. Caso queira ver uma adaptação de uma autora de sucesso como Janete Clair, você se pode se entreter vendo o remake de O Astro, ou somente ficar comparando qual é a melhor versão. A estreia da novela, dia 12 de julho às 23h, - seria um sinal de desespero para abalar os concorrentes? - é apenas uma das opções. Se você faz mais o estilo documentário, neste mês toda sexta feira às 22h tem um programa sobre os Grandes Mistérios do Universo, no Discovery Channel, com a apresentação do astro hollywoodiano, Morgan Freeman, onde mesmo o mais desinteressado pelas maravilhas da Astronomia, irá gostar da forma que os temas da área são abordados. Se a preferência for por história, dia 18 às 22h, segunda-feira próxima, vai ter o documentário: Caso Keneddy, Fim do Silêncio, onde os responsáveis pela segurança do presidente norte americano assassinado irão fornecer novas informações acerca de uma figura histórica renomada e emblemática. Caso se goste mais de história antiga, nas quintas, às 22h tem passado um especial sobre Roma, o berço da civilizacão ocidental.  Além de documentários acerca do inxeplicável, o paranormal, como Portas Para o Além, toda quarta às 22h, e o Assombrações, logo em seguida; para um público mais mente aberta ou alternativo. E há também as estreias dos variados canais de filmes, muitas vezes dos que acabaram de passar há pouco nas telonas do cinema. Para quem só tiver como companhia a TV, boa opção é o que não falta!

Haja Santa Paciência!

Haja santa paciência! Cotidianamente há de se perder a conta de quantas vezes essas três palavrinhas passam por nossas cabeças... Como por exemplo, ao ter de resolver algum problema no banco, no Detran, ou em qualquer outro lugar que o serviço público deixe a desejar. Ou quando se compra via internet esperando comodidade e se tem dor de cabeça no lugar. Imaginem só, a pessoa pede livros em preços promocionais, com frete gratuito, paga em dia, já passa pela ansiedade mordaz que lhe assombra enquanto o pedido não chega e, pasmem, quando enfim o produto chega, ele vem num sedex endereçado a Brasília, mas contendo o produto de um outro cliente de Fortaleza. Bem, essa pessoa sou eu, e no mesmo dia que constatei o erro, liguei para a central de atendimento, porque nada de se conseguir acessar um e-mail para não gastar interurbano.... Bem, aí começa o imbróglio, ou se o leitor preferir, a novela mexicana! Fica aquela enrolação, aquelas respostas formais só para constar que se respondeu porque esclarecer mesmo que é bom, passou longe, e ainda a pessoa tem de ligar e literalmente encher o saco, para se fazer ouvir e atender. E nesse imbróglio já se vai, quase um mês. Aí, haja paciência, porque por mais que o consumidor faça barulho, as respostas são sempre formais, vazias e retardatárias... Quem aposta que se fosse o contrário, a pessoa - cliente, devendo algo a empresa, que esta já não estaria infernizando a pessoa? Agora, a empresa já tendo sido paga, haja paciência ou disposição para acionar a justiça - PROCON - e tudo o mais... Mas, cidadãos de bem, façam-se ouvir, por exemplo, eu tive problemas com a Saraiva.com - e falo mesmo - mas não me fiz de rogada, em demorando a ser atendida, fiz escarcéu na loja física da Saraiva para me fazer ouvir e agilizar o atendimento. Publiquei críticas no site: http://www.reclameaqui.com.br/ e, coincidentemente, ou não, num instantinho me retornaram tentando contornar o problema. Não foi bem o que eu esperava, mas pelo menos - e não é mais que obrigação da empresa - terei meu dinheiro de volta. Apesar de que a empresa deveria, depois de tamanho aborrecimento e dor de cabeça, conforme disse-me uma amiga, me devolver o dinheiro e ainda assim me dar meu produto, gratuitamente mesmo, como forma de retratação perante o cliente. Contudo, estamos no Brasil né? Onde o costume é lei não pegar, onde nem todos exigem seus direitos, eu mesma, deveria ter ido logo no PROCON. Bem, enfim, o que queria era avisar da nova coluna, Espaço da Cultura para comentar livros, exposições e afins, a De Olho na TV e indicar meu blog de contos, o Contos E Encantos que, a priori ainda tem poucas postagens mas com o tempo... Ah sim, as críticas políticas podem voltar, afinal essa cambada dá sempre o que falar, para o bem ou para o mal. No mais, Julho, mês do meu aniversário, mês de férias.... Vamos driblar o friozinho e aproveitar!

Lilly Soares

07 julho 2011

O Jornalista e o Assassino, Uma Questão de Ética

Sinopse: Em 1984, o médico Jeffrey MacDonald, condenado pelo assassinato da esposa e das duas filhas, moveu um processo inaudito contra um jornalista que escrevera um livro sobre ele, baseado em entrevistas feitas durante o julgamento e na prisão. Colocando em pauta temas tão polêmicos quanto a ética do jornalismo e a liberdade de imprensa, o processo obteve enorme repercussão nos Estados Unidos.

Não se trata de um romance policial, há de se esclarecer de antemão. Nem sequer se trata de um romance ficcional qualquer. Este livro - deveras peculiar - refere-se a uma questão de ética - aliás, conforme diz o subtítulo - mais especificamente, na relação jornalista - personagem. Ora, quem nunca ouviu alguém reclamar do ''maldito'' jornalista que deturpou tudo o que foi dito? E não, não me refiro às celebridades fúteis e superficiais que fazem de tudo para aparecer, se julgam acima do bem e do mal, para depois pousarem de vítimas e culparem somente a Imprensa. O interessante neste livro, é que ele aborda um caso real, de grande repercussão nos EUA, de um processo incomum, pois um assassino condenado à prisão perpétua, move um processo contra o jornalista que escrevera sua história; porque ele havia agido de forma antiética... Analisar tal processo, é a forma escolhida pela autora Janet Malcolm - também jornalista -  de colocar em pauta temas tão polêmicos como a ética jornalística e a liberdade de imprensa. Sem dúvida, uma leitura atraente e não só para quem for da área jornalística, mas para todos que se interessam em saber dos pormenores da profissão. Este blog indica.

Para saber mais clique aqui


30 junho 2011

De Olho na TV

    Conforme prometido, eis a estreia da nova coluna deste blogger. Bem, primeiramente devo confessar que desde cedo criei um "vício" por assim dizer, de assistir televisão. Talvez seja porque como filha de militar que nunca para muito tempo no mesmo lugar, aliada à timidez e ao fato de ter poucos amigos... Acabei por refugiar-me na denominada babá eletrônica... Nada que tenha me prejudicado, creio eu, porque; tal vício não me impediu de ter vida social e muito menos de criar o hábito da leitura. Aliás, sempre detestei aquele discurso de metidos a intelectuais que se acham melhor que as demais pessoas só porque não curtem TV de jeito nenhum. E, ok, a programação em si, deixa muito a desejar - e cada vez mais - mas com o tempo e com a maturidade, aprendir a selecionar mais o conteúdo assistido e, para falar a verdade, como cinéfila e aficionada por séries, minha TV costuma ser o que meu DVD player passa, ou um bom programa, feito que ainda se logra para quem tem TV por assinatura. E desta forma, opto por estreiar a coluna com uma dica: se você vai entrar de férias e já faz todas as caretas com as previsões dos medíocres reality-shows que estão por vir, não se desespere. Há luz no fim do túnel. Em julho, mês do meu aniversário, tem um monte de documentários legais no Discovery Channel, sobre Astronomia, sobre lendas - como a do Triângulo das Bermudas - e, para quem não pode contar com a TV a cabo, e assim como eu, se considera um aficionado por astronomia, basta sintonizar no canal TV Brasil, número 2, que vai exibir também documentários acerca do Universo. Astrônomos amadores ou meros aficionados, uni-vos; existe programa além dos malditos realitys e dos demais programinhas medíocres... Basta saber selecionar e, estar sempre de olho na telinha!

Crédito da Imagem: Google

28 junho 2011

Pelas Ruas de Brasília

OBS: O texto que segue abaixo é de autoria de Marcelo Torres, jornalista, baiano, cronista e radicado em Brasília, por ser uma bela homenagem à cidade.

De repente, cá estava eu nesta bela cidade de retas e curvas, endereços lógicos, cartesianos, cheios de siglas e números; endereços que chegam a dar tédio e raiva de tão lógicos, racionais, exatos.

Ao chegar aqui e me deparar com setor disso, setor daquilo - tudo certinho, bonitinho, organizado, sem precisar perguntar um ponto de referência para chegar a algum endereço -, não sabia se era a cidade que era estranha ou se eu é que era um estranho no pedaço.

O brasiliense costuma dizer que sua cidade é normal, estranhas são as outras. Dependendo do referencial, ele tem razão. Aqui, depois que se acostuma, você vê que isso tudo faz sentido - e como faz.

Familiarizado com as ruas personalizadas da Bahia de todos os santos, eu me senti um capiau na capital futurista do eterno país do
futuro. Senti-me um estranho numa cidade estranha aos meus olhos.

Seria a identificação na estranheza? Acho que sim, eu viria saber depois.

A verdade é que, antes de chegar aqui, eu nunca havia parado para imaginar o que seria uma cidade sem rua, sem avenida, sem praça, sem travessa, sem esquina, sem bairro. É isso mesmo! Brasília não tem nada disso!

Nunca pensei que pudesse ir a um endereço desconhecido sem perguntar "é perto de quê?" ou "Qual é o ponto de referência?" Sim, porque em Salvador o endereço ou fica perto de uma igreja, ou é vizinho de um supermercado, ou fica na subida de uma ladeira, ou depois da sinaleira à esquerda.

Em Brasília, não. Basta uma sigla, um número, uma letra e outro número e pronto! SQS 304 E 205. Todo brasiliense parece ter nascido sabendo que se trata da quadra 304 Sul, bloco E, apartamento 205.

Apesar de pequeno, só 10 caracteres, este é incrivelmente um endereço completo, exato, preciso. É mais fácil do que saber o nome do edifício. Aliás, em Brasília quase todo edifício tem um nome, mas ninguém sabe - nem mesmo o morador – e não precisa saber.

Nos
lagos Sul ou Norte, basta SHIS QI ou QL e quatro dígitos que o endereço estará completo e absolutamente achável. Ninguém tem dúvida do que seja um endereço tipo "SHIS QL 21-2-3" ou "SHIN QI 10-7-6".

Trata-se de endereços do
Lago Sul e Lago Norte, respectivamente. SHIS significa Setor de Habitações Individuais Sul, ou seja, Lago Sul. SHIN é a mesma coisa, sendo que o N é de Norte (Lago Norte).

QL é Quadra do Lago e QI é Quadra Interna. E os números indicam, pela ordem: quadra, conjunto e casa. Se você mandar uma carta para "João Silva, QL 22-7-9, Brasília", chega lá rapidinho, não precisa nada mais.

Com um mês e pouco aqui, você acaba aprendendo e achando tudo muito fácil também. Você fica batizado, entrou nos eixos, virou candango. E ai de você que não aprenda logo as coordenadas...

Em Brasília, se você perguntar "É perto de quê?", a pessoa pode lhe achar um ET, um louco, um debilóide. Aliás, outra coisa difícil é alguém parar outrem na "rua" para perguntar por um endereço. Muito dificil.

Mas Brasília tem seus pontos de referências, que saem na ponta da língua de todo e qualquer morador. É um tal de Eixão pra lá, eixinho pra cá, W3, L2, L4, essas esquisitices de letras, siglas e números.

O problema é que a explicação é sempre complicada.

O morador de Brasília acha que tudo é muito fácil - e óbvio -, mas o visitante não entende bulhufas do turbilhão de informações que lhe são passadas em bombardeio.

"De um lado tem as pares, duzentas, quatrocentas, seiscentas, oitocentas", explica o anfitrião. "Do outro, as ímpares, novecentas, setecentas, quinhentas, trezentas", conclui ele, crente de que se fez por entender.

Pela explicação, você pensa que de um lado só tem par e do outro só tem ímpar, e não é assim. De um lado ficam as quadras que começam com dígito par (de 201 a 216, de 401 a 416...) e do outro ficam as que começam com dígito ímpar (de 101 a 116, de 301 a 316...).

Se você levar ao pé da letra, ou melhor, ao pé do número, constará que tanto num lado como em outro há pares e ímpares. Outra coisa engraçada é que os anfitriões falam a seqüência completa das pares. Quando vai citar as ímpares, eles não dizem a última...

- Novecentas, setecentas, quinhentas e trezentas.

E você, na levada, fica esperando eles falarem das centas, mas eles não dizem, evitam, pensando que é "errado" (se as "centas" não estão no dicionário, as "duzentas", "trezentas", "quinhentas" também não estão).

Eu só sei que é muita informação para um baiano só. Afffff!!!!! Era muita coisa para minha cabecinha, tudo despejado de uma vez. Eu ficava sem nem saber por onde começar, não sabia nem o que perguntar...

Chegava uma hor da explicação que eu já estava pensando em voltar. Não pra Bahia, mas para o ensino fundamental, para um supletivo de 1º grau. E o anfitrião, sem saber da sua angústia, lhe dá um golpe de misericórdia.

- Não tem erro, é tudo muito fácil.

E aí, se tudo é muito fácil e você não sabe, então você se sente um burrico, um asno, um orelhudo.

Quadras comerciais e residenciais, entrequadras, superquadras, blocos, asas, eixos, eixão, eixinhos, setores, números pares e ímpares... Em meio a tudo isso, no terceiro dia aqui, estava eu procurando a quadra 309 Norte.

- É nas ímpares - me orientou aquele que seria a anfitriã.

E lá fui eu. Entrei na Asa Norte e fui seguindo placa e mais placa, até chegar até a 209. Da 209, um número ímpar, caí direto na 409, outro número ímpar, sem passar pela 309, que na minha ideia ficaria no meio das duas - mas não ficava.

Depois de rodar feito um doido, parei perdido e liguei para baiana brasiliense que me convidara.

- Onde cê tá? - ela atendeu.
- Passei pela 209, já tô na 409 e não vi a 309...
- É do outro lado, cê tá nas pares...
- Não, eu tô nas ímpares.
- Entenda, Marcelo, aí ficam as pares...
- Ué, mas 209, 409 não são ímpares, não?
- Não, 209 é par, fica nas duzentas...
- Peraí, em qualquer lugar, 209 é ímpar...
- Não, aqui em Brasília é par, é a lógica da cidade...
- Que lógica é essa?

E ficamos nesse é par, é ímpar, é par, é ímpar - até a bateria do meu celular descarregar e eu voltar para casa, desistindo do encontro, triste, me sentindo um traste, um nada. Nem sei como acertei voltar para a quitinete onde estava naquela primeira semana. Solitário, não tive ninguém para perguntar.

No dia seguinte, porém, a primeira coisa que fiz foi falar para os colegas de trabalho sobre a minha odisséia noturna pelas ruas, ou melhor, pelas quadras pares e ímpares.

Eles juntaram uns dez. Eles riram, riram muito. Mas fizeram fila para me explicar tudo, tin-tin-tin por tin-tin-tin, quadra por quadra. Do alto do 21º andar de um prédio no SBS.

E foi assim que fui entender essas "lógicas" brasilienses. Aí, meio sem jeito e sem graça, liguei para Flavinha e acertamos os ponteiros, fizemos as pazes, entre risadas pares e ímpares.

*Marcelo Torres é jornalista, baiano, cronista, radicado em Brasília
blog (
http://marcelotorres.zip.net).
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