02 maio 2017

Texto Crítica

Que país é esse? Eis a pergunta que não quer calar. Subverte-se a lógica; desvirtua-se a ética. Soa surreal, alegar que este ou aquele senador está sangrando, ou mesmo o Senado como um todo. Sangrando está a Nação Brasileira, se é que pode ser caracterizada como tal. Sangra sim, o brasileiro, estupefato, desfalecido, inerte, em meio a tamanha roubalheira e escárnio da ética.
Ética para que? Alguém poderia dizer... Já que cada um faz a sua, conforme lhe convier, ao menos, na "lógica" da política.
É um festival de meias verdades, mentiras dissimuladas e, cinismo deslavado. 
O Brasil está enfermo, mergulhado em um pesadelo, que infelizmente é a realidade. Não é de se admirar, que se tenha tanta válvula de escape e receio de ler jornal. Crimes, roubos, impunidade e mais impunidade! Qual futuro esperar?
Quais valores? Quisera ter a resposta!
Mas ressalte-se: é óbvio que se está sangrando sim, o povo brasileiro, a vergonha na cara, a moral... Em meio a tanta deturpação e banalização da ética.

P.S: desabafo feito em 27/Junho/2007; mas estranhamente atual não?


01 maio 2017

Lua - Poema

Perguntaram-me uma vez, se eu preferia o Sol ou a Lua. Que o Sol em sua majestade imponente me perdoe, mas prefiro a Lua! Ícone dos românticos, símbolo do enigmático e misterioso...

É cercada pelo brilho das estrelas. A Lua impõe-se a embelezar o céu noturno...

Por vezes, timidamente, ainda que intrometida, mostra sua face durante o dia. Companheira, "banha-se" de luz solar para se mostrar majestosa.

Exerce atração fascinante... Que o digam os poetas. E que o digam os músicos!

Bela, Singela, Nova, Cheia, Crescente ou Minguante; é caprichosa e tem suas fases influenciando as marés. Protagonista acompanhada pelas coadjuvantes Estrelas, nos cativa, dando asas à imaginação...

E deixando-nos aproximar da sensação de infinito! 



22 dezembro 2014

Promessas...



Fim de ano chegando, tempo de refletir, sobre a caminhada... 
Os amigos com os quais cruzamos... 
Aqueles que estiveram ao nosso lado; os presentes em nosso pensamento; os distantes porém presentes no lado esquerdo do coração! Pensar em como agimos, quantas vezes demos o nosso melhor, seja para si, ou para os que nos cercam...

Refletir sobretudo acerca de nossas atitudes, nossa relação com o mundo...
Fizemos a diferença é vamos deixar nossa marca, ou seremos apenas mais um na multidão? Rimos, sonhamos e lutamos pelo que desejávamos? Ou somente nos acomodamos em um papel de vítima, sem tomar atitude e só reclamando da vida?
De qualquer forma, é chegada a hora do término de mais uma etapa da caminhada, e de planejar qual roteiro será escrito na folha em branco da próxima! E de tomar a mais importante das decisões, seremos mero espectador do palco da vida, ou atores e diretores compondo uma peça? Quais promessas - tantas delas - listaremos como prioridade cumprir e quantos sonhos deixaremos pelo caminho? O quanto disporemos de nós, visando transformar sonhos em ações? 

Até que ponto estaremos dispostos a lutar pelo que se acredita? Que a magia do "espírito de Natal" nos permita, além de paz e boa vontade, a fé e a determinação de tomar as rédeas de nossas vidas! Fazer promessas - não as vazias, ou as de sempre - mas com o compromisso de traçar metas e alcançar objetivos. Que seja infinita a "caneta" ou o "lápis" para escrever belas histórias na folha em branco. 

E que os pequenos deslizes, ou sofrimentos que porventura vierem a surgir, não se tornem obstáculos a sobrecarregar o caminho! Assim como não sejam motivo de desânimo e desistência! Cabe destacar que só a cada um compete traçar os rumos de sua caminhada... E que rumo à 2015, caminhemos com perseverança, comprometimento e muita fé. Doando o melhor de si, rumo às vitórias e sem vínculo com promessas vãs! Boas Festas, Feliz Ano Novo!!!!

25 novembro 2014

Loucos Por Café



Café é tão bom que até os astronautas fizeram por onde criar-se uma máquina que os permita apreciar a bebida na imensidão do espaço! Um cafezinho é sempre bem vindo pra repor energias, reunir amigos, agradar uma paquera...

E quantos momentos marcantes a famosa bebida não esteve presente. Forte, moderado ou fraco, há quem não o dispense, abrindo mão de um doce, ou da apetitosa comida, só pra guardar um espaço, um tanto quanto sagrado, para o cafezinho!

Frio ou quente, meia xícara ou uma inteira, ou ainda uma garrafa térmica completa, difícil não notar o semblante de alegria dos loucos por café! E gostam tanto que até a balinha tem de ser de café! E os acompanhamentos? Chocolatinho, biscoito amanteigado ou de nata, Míni- brigadeiro, wafer com ponta de chocolate, chantilly... Hum... Já deu água na boca!

E se for o cappuccino kopenhaguen então... Sem palavras exatas para descrever! Arrisco-me ao exagero de comparar com uma experiência divina, sobrenatural! Não perca tempo, experimente o seu e curta o singelo momento delicia!!!

24 novembro 2014

Cartões de Natal



Talvez seja nostalgia, quem sabe? Mas nada se compara à alegria de receber um cartão de Natal! É deveras gratificante ver que outra pessoa dispensou um pouco de seu precioso tempo, procurando um cartão fofo que lembrasse você, e depois as palavras exatas de modo a lhe evocar as mais singelas emoções! Ok, que mandar uma breve mensagem via e-mail, rede social ou WhatsApp é mais rápido e prático! É daí? Soa tão frio, mecanizado, impessoal...
Não que eu seja uma pessoa avessa à tecnologia, apenas acho que ela não deve ser como uma " religião fundamentalista" ou como um vício, porque para tudo na vida, é fundamental o equilíbrio!

Outro exemplo? Inegável a imensa qualidade das fotos tiradas com as máquinas digitais, sobretudo as mais modernas, ( devido às constantes inovações ); no entanto, pergunte a si mesmo quantas vezes você se flagrou curtindo as fotos? As de antigamente, apesar da trabalheira pra revelar e organizar em álbuns, ou porta retratos, chegam a criar até mesmo uma espécie de atmosfera mística, evocando risonhas e memoráveis lembranças, especialmente se curtidas em família. As fotos copiadas para o computador, quantas vezes as vemos e revemos? Nem tente negar, em regra elas ficam esquecidas...


É, mal de um ser nostálgico viver sob saudade do que passou... Contudo, convenhamos, quem nunca se pegou pensando em como ligeiros costumes refletiam maior calor humano? Acaso já abraçou alguém hoje? Nada como um bom e apertado abraço! Todavia, é assunto para outra ocasião! Até lá, seguirei curtindo meu " ritual" nostálgico, deleitando -me e já a imaginar a sensação gostosa de quem receberá meus cartões! E aproveito para confessar, adoraria que alguém pensasse o mesmo e os mandasse pra mim. Sentiria um carinho tão imenso mediante gesto tão simples, cuja sensação poderia ser perfeitamente resumida em: Não tem preço! E você já mandou o seu?

29 abril 2014

O Santo que tomou Doril

Todo mundo conhece, ou já ouviu alguém que conhece uma daquelas histórias que parecem piada, mas a pessoa jura de pés juntos que aconteceu. Como no caso da Inês, que jura ser verdade, todas as vezes em que narra o caso do santo que sumiu. Inês, como qualquer garota romântica, sonha em encontrar o princípe encantado, casar e ser feliz pra sempre! Ou enquanto durar... Mas enfim, a moça faz planos de uma vida a dois. Acontece que a timidez é um obstáculo, privando-a de oportunidades. Eis que assim, durante sua adolescência, era a única dentre as amigas que não tinha namorado. E todos sabem que na adolescência, tal costuma ser encarado como um problema de proporções catastróficas! Assim, não é de se estranhar que Inês, conforme reza a lenda, tenha feito também suas promessas a Santo Antônio, o popular santo casamenteiro. Com direito a requisitos específicos, inclusive porte físico! Bem, como pressa e impaciência costumam sempre andar juntas, nada que um "castigo" para o santo não resolva! Pobre santo, foi colocado de cabeça para baixo atrás da cabeceira da cama.

Hum... Isso vai dar bode! O leitor pode pensar! O fato é que, a moça jura de pés juntos que após tal promessa, viva alma não soube mais do paradeiro da estátua. Você não lembra aonde a colocou, disseram alguns. Deve ter se perdido na mudança, diziam outros. Só que Inês insiste na tecla de que apenas colocara o santo de castigo, não o havia tirado. Ninguém de sua casa havia visto a estátua! E agora? Teria tomado doril? Como pode ter sumido? A garota conta e recontamento tal caso; anos depois e há quem acredita se tratar de piada de mau gosto! Entretanto, piada mesmo é ter de aturar as gracinhas de dona Raimunda. Moça trabalhadeira que conhece a Inês desde menina. Diz dona Raimunda: também tu queria o que menina? Faz pedido difícil, fazer o que? O santo fugiu! Ele deve ter pensado assim: guria maluca, quer o impossível...

Anos se passaram e até hoje Inês se pega pensando que fim levou o santo? Dona Raimunda continua com a gracinha e a quem ouve o caso, ri pensando ser uma brincadeira, uma piada... Inês jura que não! Jura que, como diria aquela famosa propaganda, o santo tomou doril...e sumiu!

Brigando com o Tempo

Há quanto tempo hein? Já estava com saudades de postar por aqui... Contratempos, sobretudo estudos, tem me "roubado" tempo! E quão carrasco pode ser o tempo não é mesmo? Logicamente, estava com saudades de meus posts, minhas críticas, minhas crônicas...
Antes um aviso, resolvi que reviews de séries, a partir de agora, vão ficar restritas ao blog Seriados Filmes & Afins. E o Espaço da Palavra fica para desabafos, rascunhos de minhas crônicas, talvez; quem sabe, críticas ao cenário político. E tentarei aparecer mais vezes, nem que pra isso tenha que criar a coluna desabafos de um Concurseiro, rs. Agradeço ao carinho dos leitores fiéis a esse singelo espaço que se pretende literário; e contando com a paciência, agradeço à fidelidade dos leitores. E como a última postagem foi em 2013 e já estamos quase no fim do primeiro semestre de 2014, ainda que deveras atrasado, um ótimo ano, repleto de vitórias e bênçãos!

Atenciosamente, Lílian Soares

10 outubro 2013

The Vampire Diaries / I Know What You Did Last Summer

Review S05E01 / Season Premiere

Ano novo, vida nova e TVD estreia a 5 temporada mostrando fôlego de sobra para novos mistérios; já volto a eles. Antes quero destacar duas coisas: definitivamente, Paul Wesley fica muito melhor na pele de vilão – com o perdão das teams Stefan – e, amei as cenas calientes de Delena. Contudo, vamos ao que interessa, rs.

Ao que tudo indica, a poderosa bruxa Bonnie atravessou o “véu” para o outro lado. No entanto, talvez para não gerar alarde, e com a ajuda de Jeremy, o curso da vida segue normalmente, com Elena ansiosa com as vivências de faculdade; acreditando que a amiga apenas viaja mundo afora. Caroline – mais uma vez reduzida a uma chorona e pró-Stefan – irá dividir o alojamento com a Gilbert em busca de novas aventuras.

Todavia nem tudo é tão tranquilo quanto a priori possa parecer. Meg, é a mais nova colega de quarto das jovens vampiras e, apesar do jeito tímido e desinteressado, pode saber bem mais do que se possa imaginar. Só que antes que algo mais pudesse ser descoberto, a personagem é assassinada por um atacante misterioso e Caroline pega o seu celular de modo a apagar os vestígios que as ligassem a vítima. Para aumentar ainda mais o mistério, Elena descobre uma foto da falecida ao lado de seu pai.

Jeremy tenta adaptar-se a vida no colegial – tendo que explicar seu retorno do mortos de modo plausível – porém acaba demonstrando todo seu potencial como caçador ao ser provocado e acaba lhe restando ajudar Damon. Tudo porque surge Katherine que, mesmo como humana, mostra que bota pra quebrar; com seu jeito característico de bitch-mor. E aqui eis outro mistério: Silas quer porque quer encontrá-la. Por qual razão?

Seja qual for o motivo, ele chega perto. Ainda mais quando diz a Damon que a entregue para assim dizer aonde ele deixou Stefan preso. Este, permanece preso e submerso, perdido em seus devaneios. Naturalmente, algum instinto de defesa, de persistência. Matt também aparece brevemente, em companhia de Rebekah e de uma terceira e, depois sendo surpreendido pela tal. Destaque para seus olhos pretos a la Supernatural. O que terá ocorrido ao pobre rapaz?

E Silas? Aparece determinado a mostrar que não medirá esforços ou consequências de maneira a obter o que deseja. E retorna mais poderoso do que nunca. Hipnotiza, se é que se pode dizer assim, uma platéia inteira determinando-os que encontrem Katherine. Além de matar o prefeito, pai de Bonnie, que atônita e perplexa; nada pode fazer para impedir. I Know You Did Last Summer foi um excelente season premiere e já nos deixa curiosos com o que está por vir. Que venham os próximos episódios de TVD.

P.S: Ninguém mais se lembrou daquele filme de mesmo nome? rs

P.S (2): Antes que me esqueça, revelou-se algo importante acerca de Silas, que também consome sangue humano. Os vampiros seriam uma versão deturpada e repugnante de imortalidade, surgida após ele.

03 outubro 2013

The Mentalist / The Desert Rose

 Review: S06E01

 

Uma lista, sete nomes… E no retorno de The Mentalist, Red John vem botando para quebrar. Não nego que estava com saudades das estripulias de Patrick Jane. Assim como do seu jeito cínico e descompromissado com que revela o (s) culpado (s) de um crime. Contudo, inegável que o destaque do episódio, mais uma vez, é a incrível sagacidade do serial Killer Red John e o suspense que fechou com chave de ouro, o primeiro episódio da sexta temporada.

Em The Desert Rose, como de praxe, Jane acaba por irritar os policias de Sacramento, com seus métodos um tanto quanto duvidosos e Bertram como punição manda-o, junto à Lisbon para investigar um crime num local bem afastado. Uma ossada é encontrada, todavía o caso da semana é quase um pano de fundo, para o que realmente interessa. Lá Jane confronta Patridge, um da lista dos 7 suspeitos. Obviamente em vão, o legista nada sabe, ou finge não saber muito bem.

Apesar de toda a tensão com a ameaça de RJ de matar até que Jane o faça parar, o mentalista ainda encontra tempo para fazer piadas, usar seus famosos truques e, também como de praxe, mostrar que os culpados da vez, são totalmente distintos dos suspeitos apontados pela equipe do CBI. Por falar em equipe, Lisbon foi um tanto quanto leviana. Contou primeiro a agente Van Pelt sobre a lista e a ameaça de RJ e, como numa espécie de telefone sem fio, em seguida Risgby e Cho ficaram sabendo.

Mais que isso, Van Pelt auxilia a chefe num plano de rastrear os listáveis, no intuito de ter pistas ou algo assim para iniciar uma caçada a Red John, que, mais uma vez demonstrando estar passos a frente, “ataca” demonstrando não estar para brincadeiras. Numa armadilha, atrai a agente Lisbon para o que seria uma emergência policial. Tudo para encontrar Patridge morto, balbuciando as palavras: Tiger, Tiger… – de uma citação que RJ gosta – e, para ser, ela própria, um “objeto” de recado


Jane já sabendo dos perigos que a amiga e demais membros da equipe agora correm, sofre ao ter suas chamadas telefônicas para Lisbon ignoradas, caindo na secretária.  Imaginem só, quando em uma de outras várias tentativas, ao achar que a parceira finalmente o atende, apenas ouve a provocação de RJ, informando-lhe que ela não pode atender e se ele pretende deixar algum recado? E eis o suspense-mor: Nos é mostrado Lisbon desacordada, com a marca característica do serial em seu rosto, o smile feito com sangue em seu rosto.

Segura coração, será que Bruno Heller vai ter coragem de matar uma das personagens principais assim logo de cara, na season premiere? Será só um modo de RJ torturar o já atormentado Jane? Façam suas apostas, porque o jogo só está começando!

P.S: Agora muito forçado a Lisbon ter caido naquela armadilha né não? Ainda mais vendo que o reforço pedido não havia chegado e já tendo sido alertada pelo Jane que RJ provavelmente já sabia do rastreamento dos membros da lista e poderia fazer uma armadilha.

16 setembro 2013

Perception / S02E09E10

E09/ Wounded - E10 / Warrior (Season Finale)

O episódio duplo de encerramento da temporada é sensacional. Na primeira parte temos uma pequena inversão de papéis, já que dessa vez é a agente Moretti que insiste numa teoria aparentemente louca, no intuito de provar que tem razão. E que cruzada, por assim dizer, provar a todo custo que Rickford ex-combatente de guerra e filho de um influente senador é assassino e estuprador.

Tudo começa quando Kendra Murphy, ex-oficial condecorada é detida por explodir uma granada num mercado, felizmente, sem feridos. Contudo dr Daniel Pierce diagnostica que  a moça sofre de Hiperoralidade extrema, como consequência de danos aos lobos temporais. Ocorre que dois soldados, também ex-combatentes no Afeganistão, têm a sua história cruzada com a de Kendra, em especial quando ela é acusada pela morte de um deles, seguida da morte de overdose do outro. Detalhe: trata-se dos dois soldados dos quais ela salvara a vida e por isso havia sido condecorada.

Ambos eram amigos do influente filho do senador, acusado de estupro, porém sempre safo, devido ao poderio e influência. A agente Moretti, mesmo sem provas irrefutáveis, segue seus instintos e na busca de comprová-los acaba sendo repreendida e afastada do trabalho. Ainda assim, por conta própria, “persegue” o suspeito, ao mesmo tempo em que tenta angariar provas e salvar uma provável futura vítima. Aqui, interrompe-se o episódio com o maldito “To Be Continued” somente para deixar o espectador e dar o gancho para a próxima parte: A agente Moretti é descoberta, ouve-se um tiro… Rickford foi morto!

E daí vem a eletrizante segunda parte.  Kate Moretti alega ter invadido o apartamento para defender uma moça que estaria sendo atacada e, ao confrontar Rickford, acabara tendo que se defender primeiro. Porém ela estava com colete a prova de balas, e as circunstâncias não muito bem explicadas, acabam por levá-la a julgamento. Dr Pierce e Donnie se mobilizam para ajudar Kate, cada um a seu modo. O último chega a se demitir do cargo da promotoria no intuito de atuar na defesa da ex-mulher.

Naturalmente, o senador tenta usar de seu poderio e influência de modo a prejudicar a agente Moretti; contudo Donnie e dr Pierce, trabalhando juntos, conseguem descobrir podres de Rickford. Além de estuprador, não passava de um covarde que na Hora H fraquejara permitindo que os demais soldados sobre seu comando se ferissem. Contudo, obrigara o comandante da missão a protegê-lo, ameaçando denunciá-lo pelo fogo amigo – o responsável pelo ataque aos inimigos de Guerra, dera coordenadas erradas, fazendo com que ocorresse fogo-amigo.

Além disso, Dr Pierce descobre – sempre com o auxílio de seus devaneios –  e utilizando-se de uma dica dada pelo senador, que Rickford costumava armar esquemas malucos. Assim ele deduz que este armara uma arapuca para a agente Moretti, na intenção de atrai-lá e matá-la. As novas descobertas e provas possibilitam a absolvição da agente e tudo se resolve. Como já dito, desta vez, o charmoso neurocientista fez o papel do herói que salva a donzela indefesa.

Há de se destacar que em meio a tudo isso, Dr Pierce ainda teve tempo para cuidar do lado pessoal. Ele acaba se entendendo com um velhor amor da época de juventude, confessando-lhe que a trocou por Nathalie, uma alucinação recorrente, do que seria a mulher perfeita. E como não poderia deixar de ser, pinta um clima entre Kate e Donnie, todavia, como ele quer reconquistar o amor da ex, agindo de forma correta e como cavalheiro, ele resiste à tentação de se aproveitar de um momento vulnerável da agente.

Aproveito também para destacar o explícito senso cívico dos norte-americanos, verdade seja dita, que consideram seus soldados, como verdadeiros heróis da pátria, nutrindo um sincero e singelo respeito e admiração. Não pretendo puxar-saco, mas é bonito de ser ver, dá até uma ponta de inveja, sendo que por aqui, muitos sequer sabem cantar o Hino Nacional. Pronto, falei! Sorry pelo desabafo.

Para terminar, vamos ao balanço geral da segunda temporada de Perception. A série manteve os indíces de qualidade da temporada passada e desenvolveu um pouco mais outros personagens. Com certeza, tem tudo para que haja uma terceira temporada. Estaremos na espera! Enquanto isso, dentro em breve, o blog volta com as reviews da nova temporada de The Mentalist. Aguardem!

04 setembro 2013

Perception / S02E07E08

S02E07 / Neuropositive

Mais um excelente episódio da série. Contudo, inegável que aqui o destaque foi a descoberta sobre alguns “demônios” pessoais de Dr Pierce, e sua interação com a ilustre visita de sua mãe, ainda que fruto de mais uma de suas alucinações. 

O caso da semana começa com a denúncia de um homicídio de modo bem peculiar e inusitado. Phil Carlson, um suposto paciente terminal de câncer cerebral, confessa ter atropelado, anos antes, uma criança resultando em morte. E em busca de redenção, pede ajuda para encontrar a família da vítima. Ah, Dr Pierce tem de determinar se o tumor pode estar afetando a memória de Phil, ou causando delírios, antes que se efetive a investigação do fato. 

Porém com a notícia de uma cura milagrosa, as coisas mudam de figura. Carlson faz-se de desentendido sobre o assunto, aparentemente com receio de ser preso, e dr Pierce se incomoda com um terapeuta charlatão, o qual acredita ter curado Carlson, pelo fato de aconselhá-lo a livrar-se de suas culpas.
Nesse interím, Carlson é encontrado morto e, em meio às reviravoltas, com direito a descobrir que ele nunca tivera realmente câncer, e que o médico charlatão pretendia escrever um livro – acerca da suposta cura – em parceria com ele e assim talvez, ficar famoso; descobre-se que outro médico, o oncologista, que engatara um breve affair com a agente Moretti, trocara os exames e afim de resguardar sua reputação, prolongara a mentira. No entanto, ao pedir desculpas a Carlson, devido a uma briga, acabara provocando sua morte, ao tentar desarmá-lo. 

Pobre agente Moretti, quando achou que iria encontrar alguém…
Mas como já dito, o destaque foi a descoberta de que Dr Pierce, bem antes de tornar o genial – apesar de esquizofrênico – neurocientista que é, já acreditara em coisas que a ciência não pode explicar. Como por exemplo, tratamentos alternativos para a cura do câncer. Em sua perturbada mente, ele se responsabilizava pela morte de sua mãe, ao convencê-la a parar com a quimioterapia e a ir em busca de promessas “milagrosas” de cura. 

Deveras tocante, a cena em que a “mãe” dele o perdoa, quando fica claro, que ele precisava perdoar a si mesmo, e exorcizar seus demônios para seguir em paz e com tranquilidade. Conforme já dito, e inegável, em Neuropositive, tais aspectos pessoais e emocionais do protagonista é que foram os pontos altos do episódio.

S02E08 / Asylum

Loucura total! O protagonista resolveu dar uma de herói e se internar num hospício. . . Tudo para ajudar Erica Beecher, provável suspeita de um crime brutal – matar a enfermeira com um abridor de cartas – que, na verdade, apenas estava no lugar errado na hora errada. Talvez por receio de que não o deixassem sair de lá, Dr Pierce se utiliza de um pseudônimo. 

Lá, o espectador se depara com o tênue limite entre a loucura e a razão, quando alegações de outros internos, demonstra que há algo mais sinistro. Como o mito de Creak, um “monstro” que daria “tratamento especial” aos pacientes que não cooperassem, utilizando uma broca, no porão. Em particular,  Zoey, cujo descontrole é nítido à mínima menção a Creak. 

Com o auxílio de Sigmund Freud, como a  “ilustre” alucinação da vez, Daniel acaba desvendando tudo. Nada de fantasmagórico ou sobrenatural. Trata-se de Mark, o assistente, que roubava drogas da enfermaria e, acreditava que Zoey o pegara no flagra. Assim, transformou-se em Creak para torturá-la e não fazê-la falar. A enfermeira assassinada o confrontara e, acabara morta. 

Entretanto, Mark não sabia que Zoey tinha um rado distúrbio cujo sintoma é parar feito estátua e supostamente encarar alguém, quando na verdade, ficava perdida em seus próprios devaneios. kate, aqui é a heroína a salvar o protagonista, de ser enforcado, quando ele desmascara o culpado. Ah sim, ela também se encontra numa situação em que se vê obrigada a aceitar a ajuda do ex-marido. Na breve participação, ele demonstra estar realmente a fim de acertar as coisas. 

Contudo, a mensagem que fica é de esperança. Além da aula inicial acerca de otimismo, Dr Pierce faz um sacrifício no intuito de ajudar uma jovem portadora de um grave caso de TOC, e acaba ajudando também a Zoey, além de desvendar um crime cometido por um covarde cujo cinismo o levava a se esconder por trás dos delírios dos pacientes. Destaque para a cena em que Kate repreende o neurocientista por sua atitude. Belo exemplo de uma autêntica amizade!

26 agosto 2013

Desabafos de uma Concurseira

Vamos falar de um assunto pertinente para todo concurseiro e concurseira: bancas examinadoras. Mais especificamente, da comparação entre elas… Que tal dar nome aos bois? Vou me ater a duas das mais conhecidas: Cespe e Esaf. E, se engana caro leitor se acha que vou puxar saco de uma ou outra. Ambas têm suas vantagens e desvantagens.

 Por exemplo, é inegável que não se faz prova de português como o Cespe! Mesmo quem não possui familiariedade com a língua materna, há de concordar. Primeiro, por focar interpretação de texto, segundo porque ela, em regra, não é uma prova com um – ou mais de um – texto gigante, de forma que ao fazer a prova leve-se mais de uma hora apenas ao resolver esta disciplina. Bem, nem precisa falar né? No mínimo se pode dizer que as provas da Esaf são exaustivas e cansativas, com textos enormes, muitas vezes de tema e linguajar difíceis e com (sub)textos enormes nas alternativas A, B, C, D,E para que se encontre o erro, gramatical ou de grafia. 

Ou então um quadro com diversas opções para se completar corretamente uma determinada sentença. Contudo, considero certíssimo a valorização que esta banca dá ao Português. Ora, num país onde avaliações acerca da educação atestam que muitos brasileiros, mal sabem Português e Matemática ao término do ensino fundamental…. é imprescindível selecionar o melhor candidato pelo efetivo e eficaz conhecimento do idioma oficial de seu país. Em outras palavras, Nas provas da Esaf português tem peso 2. Ok, confesso, parte de minha opinião é puramente mesquinha. E por que? Porque tal fato ajuda a elevar minha nota, já que sou boa em língua portuguesa. Já em matemática… 

Mas enfim, nem mesmo isso invalida minha opinião acima. Independente das especialidades exigidas no cargo, uma coisa é fato: é imprescindível saber bem o português. Tal conhecimento faz a diferença, inclusive, na iniciativa privada. Mas, por outro lado, se olharmos a parte de Informática…. Pelo amor de Deus, da onde o examinador tirou a ideia para aquelas questões de informática da prova do PECFAZ 2013? Olha, ao menos fica a dica, na próxima prova da Esaf vou ficar decorando nomes de softwares, de módulos para sistemas operacionais, de como são chamadas certos tipos de sites com podcasts, notícias, vídeos… Por Deus, que conhecimento isso mede? Entendo que num cargo público o servidor tenha que saber o básico, pelo menos, como usar os editores de texto, excel, powerpoint; além de ter conhecimento de Internet, Intranet, segurança e qualidade das informações ou no mínimo, algo que consiga cobrar em teoria, algo que venha a ter utilidade na prática… Tenham piedade, caríssimos examinadores, concurseiros já tem coisas mil para estudar, para ter que ficar perdendo tempo decorando coisinhas que no cotidiano do servidor, não terão utilidade. Ora, hoje em dia, até criança de 2 anos, sai mexendo em tablets e aprendendo a acessar por experimentação e associação, então, haja paciência, ao menos cobrem algo que possa auferir conhecimento!

 E para terminar… Primeiro queria entender o porque de ter cair raciocínio lógico. Mas enfim, se for como no Cespe, ainda vai lá. Mas a Esaf insiste com a mania de cobrar Matrizes, trigonometria, geometria e outros ia, que qualquer ser mortal com ojeriza a matemática fez questão de esquecer…. Até um professor de raciocínio lógico que tive confirmou que isso de matriz não tem utilidade para os meros mortais….. Bem, aqui mais uma vez a vantagem é do Cespe né? Primeiro, tem sempre aquelas sentenças onde você tem que descobrir quem mente, ou de acordo com as sentenças dadas concluir quem é ou faz o que. Geralmente, Esaf e outras colocam no edital raciocínio e cobram matemática pura. 

Que posso fazer? Se acreditasse em reencarnação pediria para na próxima vida vir um crânio em matemática…. O que resta é aceitar que a vida de concurseira não é nada fácil e exige treinamento e disciplina similar ao de um atleta. Ou a uma corrida de obstáculos… Onde, goste-se ou não, não tem jeito, é estudar, estudar, perseverar e persistir até que se alcance o resultado pretendido. Por isso, desabafo feito, vamos seguir na luta. Boa sorte a todos que se encontram nesta árdua luta e, perseverança sempre!

21 agosto 2013

Wolverine Imortal



A Eternidade pode ser uma maldição! Eis o ponto de partida para o pano de fundo de Wolverine Imortal. Não vá ao cinema esperando ver a continuação de X-Men Origens, Wolverine. Os acontecimentos aqui mostrados são posteriores aos de X-Men 3, Confronto Final, quando o herói meio torto mata a sua amada Jean Grey  (Famke Janssen) para salvar a humanidade.

O filme começa com um lado mais introspectivo, demonstrando a vida reclusa e solitária do protagonista, ao perder todo e qualquer referencial e sentido na vida. Possui também um aura mais sombria e soturna que o Origens, contudo sem ser pesado. Como não poderia deixar de ser também, tem bastante e ótimas cenas de ação.

Adaptação do arco de histórias nos quadrinhos em que Wolverine vive no Japão, o filme acerta por focar na essência do herói. Alguém sem nada a temer, que tem forte senso de justiça, assim como uma imensa raiva e um lado violento. Chamado por Yukio (Rila Fukushima) para se despedir de Yashida – um soldado que Logan salvara  na época da Guerra em Nagasaki – lhe é ofertado a aparente solução de seus problemas. Livrar-se do seu poderoso fator de cura e, assim ter uma vida meramente normal e mortal.
Desconfiado que é, Wolverine recusa, mas se vê as voltas com embates contra os membros da Yakusa enquanto tenta proteger Mariko, neta de Yahisda. Obviamente,  que por trás da inusitada e “generosa” oferta, há segundas intenções. O protagonista também de lidar com o fato de estar ficando “fraco” já que a médica mutante (Víbora) o infecta com um “brinquedinho” que neutraliza seu dom de cura.

Se não for fã do mutante mais famoso do Marvel, não crie expectativas de assistir um filme sobre os demais mutantes, – é sempre bom avisar, porque acreditem se quiser, apesar do óbvio pelo título, há quem reclame porque o filme mostrou apenas o Wolverine -  se curte o universo X-Men e todos seus personagens, garante-se: o filme é entretenimento garantido e vale o ingresso. Por falar nisso, um aviso aos apressadinhos de plantão, não se levante de sua cadeira logo ao aparecerem os créditos, sob o risco de perder uma surpresinha fodástica. Obviamente, uma pista de uma provável continuação.

P.S: Adorei a Yukio, Taí uma personagem que deixa o gostinho de quero mais!


13 agosto 2013

Perception / S02E05E06




S02E05 / Caleidoscope

Qual o limite entre o real e o virtual? Tal questão pode resumir o cerne deste episódio. Aqui o foco da investigação é descobrir quem matou Kurt Simpson, que sob pseudônimo de Mpresario, num jogo virtual – similar ao second life – cometia crimes como roubo de identidades e fraude com cartões de crédito, estes com reflexos reais.

Diferentemente de outros episódios, Daniel e Kate trabalham separados. Enquanto a agente persegue pistas mais concretas, o a priori relutante dr Pierce adere ao jogo criando um avatar para se aproximar de Jeremy, um garoto já tão viciado na realidade virtual de Caleidoscope que há anos não sai de casa.
Há de se destacar uma das cenas raras de descontração do protagonista em que totalmente imerso nas ilusões do mundo virtual, ele canta completamente desinibido num palco. E com direito inclusive, a um breve affair com quem parece a personificação da mulher perfeita. Contudo se o limite entre real e virtual, quando não bem conduzido pode causar estragos na vida de uma pessoa normal, imagina na mente de um gênio esquizofrênico; além de suas habituais alucinações?

Ainda assim, a genialidade do neurocientista prevalece, descobrindo a pessoa por trás do crime e ainda de quebra, dando seu jeito para, de alguma forma, trazer o jovem Jeremy de volta à sua vida e à normalidade.
Confesso que achei o episódio fraquinho, comparado aos demais exibidos. Mas ele nos faz pensar sobre o limite entre o real e o virtual, e o perigo de não saber conduzi-lô equilibradamente.  E, como sempre em todos os episódios da série, seja nos momentos iniciais ou finais, nos brinda com belos dizeres reflexivos.

S02E06 / Defective

Sensacional! Bem melhor que o episódio anterior! Como sempre ao início, informações importantes sobre o funcionamento do cérebro; aqui, sobre os hemisférios e suas respectivas funções e, sobre como, via de regra, na prática, costuma-se usar apenas metade da vasta capacidade cerebral. Concorde você ou não, caro leitor, há de concordar que o destaque foi o trabalho em parceria de Dr Pierce e Donnie, o ex-marido de Kate. Isso mesmo, aquele que aparentava morrer de ciúmes do charmoso neurocientista e até o alertara para se afastar da ag. Moretti.

Em Defective podemos ver um outro lado do personagem, mais humano, demonstrando-se suas qualidades e idealismo, ao dispor-se a lutar contra uma grande corporação, Oscidyne, que ignora os defeitos de um produto, por visar única e exclusivamente o lucro. Trata-se do MPC (Marca-passo cerebral), um implante  cuja função é amenizar, por exemplo, os sintomas do parkinson. Aparentemente com alguns defeitos, tal aparato acaba gerando efeitos colaterais perigosos a seus usuários.

Dr Randall é um médico cuja esposa também é usuária do MPC e tanto quanto Dr Pierce  e Donnie, se preocupa que seja tomada uma providência a respeito do tal aparato. A princípio, o protagonista também estranha o empenho de Donnie no caso, mas a desconfiança vai dando a lugar a uma breve cumplicidade e, quem sabe, ao que talvez seja o início de uma futura grande amizade.  Donnie acaba se abrindo com Daniel acerca de uma encucação, por recusar caso similar e importante no passado, além do seu desejo de provar a Kate que pode ser um novo homem e digno de confiança.

Infelizmente, um pouco, o assassinato de Dr Randall e a suposta conspiração da Oscidyne  para matá-lo, dão lugar ao habitual clichê de uma amante desesperada para se tornar a oficial e assim, acabar metendo os pés pelas mãos. Um hacker que auxilia Kate, descobre um aparelho MP3, pelo qual alguém mudava as frequências dos eletrodos dos MPCs, fazendo com que o aparato causasse algum efeito colateral em quem o usasse.

Ou seja, nunca houve defeito. Alguém sabotava os MPCs, mexendo com os cérebros alheios de modo a criar toda esta farsa… Trata-se de Tess Willians, que trabalhava para Oscidyne, e teve um caso com Randall. Sua intenção era matar a esposa dele, e responsabilizar tal morte, com um erro do produto da sua empresa… Mas nada saiu conforme o planejado.

Não se pode esquecer também, de falar da alucinação da vez, neste caso, uma versão melhorada do dr Daniel Pierce, sem esquizofrenia e bem sucedido, tanto pessoal, quanto profissionalmente. O neurocientista até teve a proposta de experimentar, algo como um MPC, para combater os sintomas de sua doença e levar uma vida absolutamente normal. O protagonista recusou-se, se por medo ou comidade, fica a dúvida no ar…

Mas que charme teria, numa série em que o personagem principal tem suas similaridades com o matemático John Nass de Uma Mente Brilhante, sem sua genialidade e o pacífico convívio, por assim dizer, com suas alucinações? Alguém se arriscaria a responder?

08 agosto 2013

Falta de Respeito

Imagina só, você resolve espairecer, seja de uma rotina desgastante de estudo para concursos públicos, seja de tarefas-mil no ambiente de trabalho; indo ao cinema, afinal de contas, nada como ver um bom filme em ótima companhia.  Você só se preocuparia com o preço um tanto salgado da bilheteria, exceto que você teria pago dez reais para fazer uma espécie de cartão fidelidade, que, a princípio, deveria lhe proporcionar alguns benefícios....

Eu disse a princípio, porque, primeiro, a ganância é tanta que sequer divulgam a existência de tal cartão para os clientes. A tática aqui, é lucrar a todo custo em cima da desinformação. Segundo, seja lá qual benefício ele dê - se é que dá - tal não existe em período de férias. Ué, como assim? No período em que a clientela tende a aumentar, não seria mais lógico manter promoções visando atrair mais clientes? Talvez seja a (i)lógica do mercado, sei lá, que uma mísera mortal como eu entende de economia? Parece papo de grego...

Acontece que a atendente, para variar de extrema má-vontade - qualquer traço aqui de sarcasmo e ironia é extremamente proposital - diz que o tal cartão fidelidade serve apenas para ganhar brindes, nada mais, nada menos que isso. E ok, você também não fez 100% sua parte, por mera preguiça de ler aquelas letrinhas miúdas do regulamento, mas há de se concordar que não tem lógica alguma, um tipo de cartão para fidelizar o cliente, que apenas dê brindezinhos, não é mesmo? Ainda mais aqueles do tipo, cartãozinho com dicas para baixar um game do Meu Malvado Favorito Minion Rush, que se bobear, hoje em dia, o filho de 3 anos do seu vizinho já sabe instalar no smartphone do pai, ou mesmo num computador ou tablet não é mesmo?

Para piorar, sempre que você resolve se divertir indo ao cinema, percebe que daqui a pouco terá de ir três horas antes da sessão que desejar assistir, de modo a não perder o começo do filme. E não, não me refiro a um provável trânsito caótico que por ventura possa atrapalhar o seu programa - apesar de que tal não é impossível de ocorrer - mas sim, a uma fila quilométrica de outros que igualmente querem curtir um cineminha e, pasmem, ainda assim em uns 10 caixas, tem somente dois funcionando, numa vagareza pior do que a de uma lesma, e ainda pior, com as poucas atendentes, atendendo na maior das más-vontades e, ainda pensando ter o direito de achar ruim se algum cliente, com toda razão, reclamar!

Que porcaria é essa? Tremenda falta de respeito, isso sim. Infelizmente, o público não faz um boicote geral, reclama e ainda continua indo lá.... Por isso, na prática, nada muda. Sendo sempre mais do mesmo!

01 agosto 2013

Frivolidades do dia a dia

Quem nunca se zangou com bobagens que atire a primeira pedra. Como quando você quer ver seu filme, série ou novela predileta, e ao seu lado, uma pessoa pentelha, que nem acompanha o enredo fica a te perguntar tudo. E ainda pior, geralmente no clímax da cena mais importante. Experimenta você dizer um pio na hora em que esta pessoa está concentrada assistindo TV pra você ver só uma coisa. . .
E aquele dia em que de boa vontade resolveste fazer uma limpa no armário, disposto a doar roupas velhas - em bom estado claro - assim como os livros, e estes resolvem cair “como chuva” aos seus pés, aumentando ainda mais a desordem?
E quando você disponibiliza um espaço de seu preciosíssimo tempo, ajudando a lavar a louça e ainda tem de ouvir, com extrema má-vontade, o outro reclamando que você não enxugou a pia, ou que não lavou primeiro os copos do que as panelas. . .
Não é mole, não! Creio que todo ser vivente tem seus dias de se aborrecer com pequenas frivolidades. Isso não é privilégio de ninguém. Como bem lembrado, quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra!

31 julho 2013

Perception / S02E03E04


S02E03 / Blindness

Enxergar é diferente de ver. Provavelmente você já ouviu falar nesta sutil diferença caro leitor. E aqui neste episódio tal diferença é posta a prova quando dr Pierce tem de ajudar Kate a desvendar o assassinato do juiz federal Water Cleland. Donnie quer optar pela saída fácil, responsabilizando o zelador deficiente mental que fora encontrado junto ao corpo segurando a arma do crime. 

O caso se mostra mais enigmático do que aparentava a princípio; e o neurocientista levanta a hipótese de cegueira à mudança, porque a secretária do juiz não o via retornar da corte a sua sala, e 15 minutos depois, encontrara o zelador perante o corpo. Donnie, jurará ter visto o juiz retornar a corte, após o horário de almoço. Por isso a tese de cegueira à mudança – alguém se passara pelo juiz, perante a corte, visível a grande público, sem que o mesmo o enxergasse.

Além disso, outro assassinato ocorre no mesmo estilo, durante um jogo de basquete, em frente a 200 testemunhas, sem que elas realmente enxergassem o que estava a sua frente. Preocupado em impedir que se responsabilizasse o zelador e de modo a desvendar um provável serial killer, dr Pierce descobre o caso de Connor um ex-policial condenado por perjúrio ao acobertar os parceiros – os quais se utilizaram de violência contra um prisioneiro – e cuja tese de defesa, havia sido não ter percebido tal ato vil. Tese desacreditada, o policial foi preso, além de perder o afeto e o respeito da família. Aí, se cogita a hipótese de vingança, já que os mortos, tinham ligação com este policial e o caso. Utilizando-se da ironia de matar provando ser possível, ficar “invisível” perante diversas testemunhas oculares.

Contudo, o culpado era na verdade dr Robert Mills, o responsável pela tese de cegueira à mudança enquanto defesa de Connor e, que for a igualmente ridicularizado e humilhado quando da condenação do policial. Numa artimanha digna de Patrick Jane de The Mentalist, Dr Pierce consegue provocar a confissão do dr Mills, expondo-o e apelando a sua vaidade, num programa de televisão. Além disso, tem de lidar com o ciúmes de Donnie, que o confronta, dizendo para se afastar e não dar falsas esperanças a kate e com uma expert em perfil da unidade da análise de comportamento do FBI, que neste caso, deixou a desejar.
Quanto a sutil diferença, citada ao início da review, não farei um tratado, contudo, vamos a um resumo. Ver seria o ato mecânico, automático… ora, a quem tem olhos e não possui alguma deficiência, a tudo vê. Enxergar está relacionado com percepção, observação… Ou, como numa frase que li e diz tudo: Quem acusa e condena o erro alheio, vê. Quem compreende que também é passível a errar, enxerga! (E por isso compreende!)

S02E04/ Toxic

 Episódio sensacional, repleto de reviravoltas. Inicialmente, temos dr Pierce explicando diferentes funções do cérebro – partes essas, sempre interessantes – e as consequências que tais podem causar. Por exemplo: manter um segredo, pode angustiar e gerar estresse, confessar, tranquiliza, possuindo efeito libertador. 

Mas vamos ao caso em si. Rebakah Abott pede ajuda do brilhante neurocientista, para provar a tese de que uma empresa, poluente, estaria contaminando o solo e a água de uma pequena cidade da Pensilvânia, provocando sintomas, como tremores e espasmos, similares aos de uma doença neurológica não contagiante em várias jovens. A priori, o dr só aceita o caso p/ se afastar de Kate, como Donnie recomendara. Contudo, ele descobre que Abott é uma farsante, cujo anseio era somente conseguir fama bancando a ambientalista consciente contra a maléfica e poderosa empresa. 

Só que a alucinação de uma garota morta, aparentemente via suicídio, o leva a catucar no vespeiro e a descobrir se tratar de um assassinato. Logicamente, ligado de alguma forma, às meninas com os espamos e ao filho da empresa acusada. Os sintomas, como que a justificar o dito ao início, seriam consequência de um trauma por esconder um segredo. Não, as moças não mataram Patti, mas sentiam grande culpa, considerando-se responsáveis pelo suposto suicídio. Conflitos amorosos por Braden. 

Entretanto, o segredo final fica por conta de que Patti e Braden eram irmãos por parte de pai, embora não soubessem e tenham se relacionado. E a mãe do rapaz, ao confrontá-la, forjou o suicídio, logo após a morte, provavelmente por ataque cardíaco devido ao diagnóstico de neurofibromatose. 

Ah sim, outro segredo é revelado. Kate percebe que Daniel a todo custo tenta evitá-la. Escutando a Natalie, ele diz não querer dar esperanças falsas num provável relacionamento. A esperta agente logo descobre que tem dedo de seu ex-marido Donnie, cujo ciúme do protagonista é perceptível e inegável.

29 julho 2013

Perception / Review

Reviews - S02E01E02

Episódio 01/ Ch-Ch-Changes

O dr Daniel Pierce está de volta. Neste “episódio” piloto da temporada ele se vê em meio ao dilema de mudar ou não. Explica-se, ele começa ensinando o funcionamento do cérebro anormal e afirmando que goste-se ou não dele; é impossível colocar outro no lugar do que se tem, assim como na história de Frankstein. Em meio a isso ele lida com a relação pessoal com dra Caroline Newsome cuja aparência é similar a Natalie – alucinação de uma amiga psicóloga – além de auxiliar nas investigações do FBI. Particularmente a Kate, com quem teve na temporada passada uma certa tensão sexual. E aqui é convocado por ela para ajudar seu ex- marido Donnie.

Dr Pierce tem que atestar o estado mental de um homem que assassinara brutalmente sua esposa, cujo destino está em vias de terminar em pena de morte. Com o relatório de Dr Pierce, doutor em neurociência, o réu é posto em liberdade. Contudo, de acordo com as pistas dadas no início do episódio, nem tudo é o que parece ser e ao tentar corrigir o que se constatou um erro, Daniel tem de descobrir como consertá-lo, ao mesmo tempo em que tem de lidar com o triste fato de não poder se livrar definitivamente dos sintomas da sua esquizofrenia paranóide.

Episódio 02 / Alienation

 Arquivo-X “invadiu” o universo de Perception ao menos no que se refere à alienígenas e abduções. Dr Pierce e a agente Kate tem de ajudar uma mulher que insiste em afirmar que seu marido é um impostor e na verdade seria um ET.  Na verdade, após um acidente de carro cuja consequência fora um aneurisma, Ellen passou a enxergar conhecidos com os quais tinha algum envolvimento emocional como se estranhos fossem. Nesse meio tempo, o marido de Ellen é assassinado e Daniel tem de provar que a esposa não fora a responsável em um de seus “surtos”.

Mas o foco aqui é também a honestidade nos relacionamentos e, a dra Caroline Newsome não reage mto bem à descoberta do fato que o protagonista parara com a medicação, voltando a conviver com alucinações, em especial da amiga, confidente e terapeuta Natalie. Kate também tem de lidar com o divórcio e o fim de seu relacionamento.