25 julho 2010

Pitadas de Humor em um Debate Amistoso

(AUTOR: Antonio Brás Constante)


Imagine como seria um debate em que não houvesse troca de acusações entre os candidatos, ocorrendo total harmonia entre ambos. Seria algo mais ou menos assim:
Os candidatos sentam-se à mesa do debate, começando uma conversa bem animada, transparecendo que são velhos amigos que estão ali e não concorrentes pelo governo de um dos maiores países daquele continente. Como está para iniciar o programa, o mediador pede-lhes silêncio. Porém, os dois estão tão concentrados em sua conversa, que não percebem o aviso do Jornalista. Ele novamente lhes chama a atenção e o programa começa.
O mediador do debate, jornalista Lafaiete, então apresenta os dois candidatos. São eles: João Luiz Inácio da Silva que concorre pelos partidos de direita esquerdista e José Juvenal Serrado Prestes (mais conhecido como Juca), representado a esquerda direitista. Os dois aproveitam a apresentação e se cumprimentam novamente (já haviam feito isso ao chegarem à emissora). Eles se abraçam, tão tapinhas um nas costas do outro e sem perceber voltam a conversar entre si, no que são logo interrompidos pelo mediador que pigarreia e solicita que voltem aos seus lugares.

Mediador - A primeira pergunta por sorteio será feita pelo candidato Juca ao candidato João. O assunto escolhido é sobre “saúde”.

Juca - Boa noite a todos. Sei que o assunto é importante, mais aproveito o tema escolhido para perguntar ao meu oponente como está passando sua esposa. Pois, pelo que soube, ela estava sofrendo com uma terrível gripe.

O mediador arregala os olhos, mas antes que possa dizer qualquer coisa o outro candidato responde.

João - Agradeço a lembrança meu amigo e informo que ela está um pouco melhor.. O remédio que você me recomendou foi quase milagroso. Aproveito para perguntar sobre a dor que o amigo tinha no braço, passou?

Mediador - Cavalheiros, o assunto é sobre saúde pública, não sobre a saúde de vocês...

Juca - Eu sei disso meu caro Lafaiete. Porém, não me sentiria bem em estar aqui falando de algo tão importante como o tema saúde, sem perguntar sobre a esposa de meu amigo e oponente, sabendo da doença dela. Por acaso acha que sou algum insensível?

João - Não acredito que esta emissora pretenda nos proibir de sermos espontâneos. Acho o gesto do colega Juca louvável e digno... (neste momento o candidato João se emociona e é amparado por seu concorrente. Novos abraços e troca de agradecimentos, o que gera outra bronca do mediador).

Assim vai transcorrendo o debate, em total harmonia. Sem acusações nem brigas (a não ser entre os candidatos e o apresentador) ou mesmo provocações.

Mediador - Candidato João. Na área de segurança o que pode ser feito para diminuir os problemas que são hoje uma das maiores preocupações dos eleitores?

João - Sei que a segurança está precária, mas os planos de governo de ambos propõem ótimas maneiras de se resolverem estes problemas.

Mediador - Ambos?

João - Sim, os meus e os de meu oponente. Por sinal os planos dele são excelentes. Muito bem elaborados. Tenho certeza que a segurança em suas mãos será muito bem conduzida. Por esse e outros motivos, quero deixar agora aberto meu voto em favor do concorrente Juca.

Juca - João, você sempre consegue me surpreender, fiquei emocionado com suas palavras meu amigo, mas para mim você sim é o melhor candidato e aproveito este espaço para pedir a todos que estão nos assistindo para votarem em João para presidente.

Dizendo isto, Juca abre sua camisa e mostra para as câmeras que está usando uma camiseta com propaganda política do seu adversário, onde está escrito: "EU VOTO NO JOÃO". Os dois novamente se abraçam. João com os olhos cheios de lágrimas agradece o gesto do amigo, mas diz ter certeza de que Juca é o melhor candidato. E para provar isto arregaça a manga de sua camisa e mostra uma tatuagem que fez no braço com os dizeres: "JUCA É O MELHOR, NELE EU VOTO".

O mediador tenta novamente repreender tais atitudes dos candidatos, porém, ambos se unem contra ele. Começa uma troca de acusações entre o mediador e os dois políticos.

Mediador - Vocês são loucos! Estão confundindo os eleitores com este comportamento. Vocês têm é que mostrar propostas e não ficarem se elogiando.

Juca - Louco é você! Pois em um mundo tão cheio de ódio e violência, quando duas pessoas se dão bem, logo são acusadas de loucura por profissionais como o senhor, que deveria estar mediando este debate e não nos criticando.

João - Apóio meu colega. O senhor Lafaiete não tem condições de conduzir um debate de alto nível como este, pois quer é ver o circo pegar fogo para dar ibope a sua emissora. Quer que nós candidatos, fiquemos acusando um ao outro de forma irresponsável, para assim vender mais jornais.

A partir daí o tumulto é geral, mas aos poucos os ânimos vão se acalmando, os dois candidatos e o mediador acabam fazendo as pazes e o debate continua. Ao final de duas horas de programa, o mediador anuncia que serão feitas naquele momento as últimas considerações dos candidatos, onde cada um deverá se despedir do público e de seu oponente, encerrando sua participação. Passando a palavra ao candidato Juca.

Juca - Quero agradecer a todos os telespectadores que estão assistindo a este debate. E aproveito os últimos minutos para convidar meu oponente e sua equipe para uma partida de futebol lá em minha chácara, dando chance a eles de se recuperarem das derrotas sofridas nos dois últimos jogos onde perderam para o meu time.

João - Agradeço o convite, mas lembro ao amigo que só perdemos, pois o juiz que apitou o jogo era seu cunhado, que em atos desonestos favoreceu seu time, que por sinal só ganha uma partida dessa forma.

Juca - Olha camarada, se o seu time não sabe a diferença entre uma bola e uma pedra não posso fazer nada, agora não arranje desculpas pelos seus fracassos nas partidas, a não ser que estejam com medo de jogar...

João - Medo? De um bando de pernas de pau? Só porque você quer seu #@!%&!!.. Ladrão safado...

Juca - Ladrão é você e aquele seu time de #@@&*(&@!, como toda aquela cambada de seu partido!

O mediador termina o programa às pressas, enquanto os candidatos rolam pelo chão aos socos e pontapés, encerrando assim um dos debates mais amistosos politicamente que já se teve notícias. Provando que as divergências políticas podem ser superadas, porém, quando o assunto é futebol... (durma-se em 2014 com esse barulho).


SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entendam-se como inimigos, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).


NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.



08 julho 2010

2 Anos e Lá Vai História.....

 
Os da torcida contrária que me perdoem, mas brasileiro que se preze, torceu para a derrota da seleção Argentina; nem que seja para dar uma lição à arrogância exacerbada do técnico Maradona.  Quanto à seleção Canarinho, sinceramente, ela não fez por merecer, culpar exclusivamente ao técnico, é clichê, além de hipocrisia,  porque, se a seleção tivesse se tornado Hexa, o técnico mal receberia elogios, afinal, teria feito apenas; nada mais que a obrigação. Já ao perder, é demonizado ao extremo pelos quatro cantos da Terra.... Pior ainda, se tal técnico além de uma certa teimosia, peitar uma grande emissora televisiva do país e, daí em diante ser perseguido.... Ou, ninguém teria notado uma certa "perseguição" da famosa Vênus Platinada ao "ranzinza" Dunga? Deixemos assuntos difíceis de lado, ou não; Enfim iniciou-se - oficialmente - o período de campanhas eleitorais, apesar de que na prática, a campanha começou há séculos... Isso é Brasil, e assim, supostamente se faz uma Nação.... Agora, passada a euforia com o Cópio - trocadilho que vi num site e achei o máximo - é tempo de colocar-se os pensamentos em ordem e, atentar para um assunto, que embora seja chatérrimo, esse sim; é relevante para a Nação, quem vai ser o novo "comandante" do país. De quem deve-se, enquanto cidadão, cobrar melhorias, investimentos.... De promessas vazias e demagogas, já estamos cansados, portanto pessoal, apesar do desânimo que a política possa vir a causar, fiquemos atentos, pelo bem de nosso país, e lembremos de ser patriotas buscando o melhor para o Brasil. Já se teve um primeiro avanço, a aprovação da Lei da Ficha Limpa, apesar de que infelizmente, ela não foi aprovada, conforme o projeto inicial apresentado com o mais de 2 milhões de assinaturas de um povo cansado de tanta roubalheira e corrupção, mas o fato da lei ter sido aprovada, já representa sim um avanço e, principalmente, que o povo pode sim - e deve - se mobilizar por causas e coisas mais úteis à sociedade e ao país, do que se mobilizar só de 4 em 4 anos por causa de um jogo, ou uma vez por ano, gastando telefonemas para votar em quais medíocres aspirantes à celebridades devem ou não permanecer naqueles malditos reality-shows....  Ânimo e, lutemos, sempre, por um país melhor.  E agora, uma pequena lembrança tardia, dia 2 de Junho, o Espaço da Palavra fez 2 anos de existência.... Por andar ocupada, me desliguei de datas e só fui lembrar de tal fato agora, mas.... - antes tarde do que nunca! - gostaria de agradecer aos leitores que prestigiam este espaço, o apoio, o carinho, os comentários.... Este singelo espaço, nada seria sem vocês. De coração, Obrigada!  Boas Férias, a quem tiver recesso neste mês, e um bom mês aos demais! E olho aberto para fiscalizar os velhos lobos da política que insistem em se camuflar como cordeiros....


                                                               Lilly Soares            

30 junho 2010

Copa: Algumas Considerações...

De duas coisas eu tenho quase certeza, ou o inventor da Vuvuzela é surdo, ou não teve infância e queria recuperar o tempo perdido. O fato é que com o frenesi da copa mundial, ninguém, ou quase ninguém se lembra do período de eleições. Talvez a ponto de, mesmo ao se juntar todos os candidatos e providenciar uma “orquestra” ensurdecedora da maldita corneta, não se notar sequer, a existência deles. Agora, uma constatação: que maravilha o trânsito em dias de jogo da seleção. Na verdade, que trânsito? Fotos demonstraram ruas habitualmente congestionadas, totalmente vazias. Enquanto isso, oposto ao inabitual silêncio, ouve-se o tão comentado barulho ensurdecedor a parecer um enxame, e os comentários um tanto quanto exagerados e no intuito de puxar o saco de alguns jogadores. E aí, já se adentra em outro assunto, o impacto da rede social Twitter. Míseros 140 caracteres e o mundo inteiro sabe quem é Galvão Bueno, ou; ao menos, sabe após o tweet um dos mais comentados “Cala a Boca Galvão” virar assunto até mesmo de publicações estrangeiras. Alguns podem se perguntar, e porque não, usar a força desta rede social e exigir: mais empregos, mais dignidade, um sistema de saúde eficiente e eficaz, menor e mais justa carga tributária, mais investimentos em educação, além da valorização do profissional, distribuição de renda mais justa... e tantos dentre outros assuntos que tanto fazem falta ao que um dia, ousamos sonhar de ter como Nação e, enfim, poder estufar o peito e dizer com orgulho, que amamos nosso país, e que o orgulho das cores verde e amarelo, é supremo e mais forte, do que apenas a paixonite que ele gera de 4 em 4 anos, nas épocas de copa? A resposta não vem... Talvez por se tratar de um assunto complexo, ou talvez porque quando um certo narrador esportivo fala, é difícil dizer quem incomoda mais, ele ou, a insuportável vuvuzela. Sem dúvida, é uma questão complicada de se responder. Enquanto isso, façam-se as apostas nos bolões, de preferência, das zebras; e, vamos combinar, até que tocar insistentemente as vuvuzelas a fim de irritar certos “vizinhos” que são meio bola murcha, mas se acham muito bola cheia... não seria assim tão ruim não? E vamos aí, a seguir em frente, no ritmo da Copa, porque... eleição ou qualquer outro assunto afim, só depois da final!

29 junho 2010

BBB FUTEBOL NO AR - (Autor: Antonio Brás Constante)


(Autor: Antonio Brás Constante)

O mundo gira e a bola rola. O tempo passa e passam os lances no gramado. É o futebol que invade nossas vidas sem levar cartão furado.

Não existe impedimento, apenas o sofrimento de toda nação, que torce por seus heróis lendários nestes eventos bilionários.

Lá o juiz é ladrão, rouba da seleção. Aqui o ladrão é juiz, roubando o sustento de mais um infeliz.

Pobre jogador foi agredido. Pobre cidadão foi demitido, mas neste lance ninguém prestou atenção, estavam todos vidrados na televisão.

Que tremenda jogada por milhares comentada, passou por três e marcou. Que horrenda emenda apresentada, ninguém notou, foi aprovada e outro direito conquistado dançou no Senado. Outro imposto chegou. Outra mordomia se incorporou ao salário de quem lhe apresentou, de quem sordidamente a julgou.

Amontoam-se os afortunados no estádio, se amontoam os desvalidos nas favelas. Olhares na mesma direção, milhares de indivíduos cegos para sua miserável situação, o importante agora é torcer pela seleção.

Gritos ecoam de todas as direções, gol marcado, vitória da seleção. Gritos se calam, marcados em giz e sangue no chão, vítimas da opressão. Mas neste lance arbitrário não tinha árbitro para dar cartão vermelho aos culpados.

Acabou a copa, o Brasil é campeão (ou não). Mais um sonho realizado, ou talvez despedaçado. Entoem felizes todos os cidadãos suas cantigas de louvor à seleção, ou quem sabe, suas lamúrias de decepção. Enfim acordem, pois sua sina continua. Voltem e marchem a marcha dos desesperados. Voltem e votem em lobos disfarçados. Cantem em gemidos o hino dos desgraçados...

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entendam-se como inimigos, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

18 junho 2010

Uma Pitada De Brasil Na Copa De Dois Mil E Dez (LIGADO

(Autor: Antonio Brás Constante)

Uma coisa nós podemos dizer, comentar, e praticamente afirmar desta copa de 2010, ninguém vai conseguir ganhar qualquer jogo no grito, sejam os jogadores ou a torcida, visto que o barulho ensurdecedor das vuvuzelas inviabiliza este tipo de tática.

Vamos começar falando da Holanda que apesar de não ter jogado com seus tradicionais sapatos de madeira, se aproveitou do liberalismo inerente aquele País e deu um banho na Dinamarca, onde o primeiro gol foi literalmente uma bola nas costas, efetuada pelos jogadores louros, nórdicos e dinamarqueses contra seu próprio time.

O Japão entrou com intenção de cozinhar o time de Camarões em campo (e quem sabe fazer um prato exótico com eles), por sinal o Japão aparentemente andou fazendo um bom alongamento antes da copa, pois alguns de seus jogadores eram mais compridos que esperança de torcedor, destoando dos demais jogadores convencionalmente menores, formando assim um time cheio de altos e baixos. Por outro lado a seleção de Camarões não estava com muita vontade de dar sopa pra ninguém (tinham até um clone capilar do Ronaldinho gaúcho, que pelo que me lembro chamava-se: Assou Ekotto, Assou o Sovaco, Assou a virilha, ou qualquer coisa assim), dando a entender que se o Japão não abrisse os olhos levaria a pior em campo. Mas no final das contas a marca japonesa foi mais forte, e Honda marcou o gol da vitória.

Se por algum momento a Itália pensou que o uísque paraguaio dava dor de cabeça, acabou descobrindo que a seleção paraguaia poderia causar muito mais dores de cabeça que qualquer outro produto made in Paraguai. Já a partida entre Eslováquia e Nova Zelândia pode ter sido percebida como um jogo estratégico, visto que ambas as equipes tentaram de tudo para chegar ao gol adversário sem sucesso, mas foi somente quando resolveram usar a cabeça que os gols saíram para cada time.

No jogo entre Brasil e Coréia do Norte os dirigentes coreanos tinham uma fisionomia desconfiada, tanto que toda vez que os jogadores brasileiros se infiltravam no meio de seu time eles pareciam que a qualquer momento poderiam entrar em campo para prendê-los como espiões. A disputa teve alguns desperdícios, como por exemplo, desperdício de gols por parte da seleção brasileira que tinha potencial para ter feito a rede tremer por dentro pelo menos umas três vezes, e o desperdício de uso de boa parte da extensão do campo, já que a maior parte do jogo aconteceu no campo da Coréia, sendo praticamente desnecessária a parte do campo brasileira, algo que se acontecesse em nosso País poderia até ocasionar o risco de uma tentativa de invasão de colonos sem terra, abdicando aquele espaço como área improdutiva.

Uma vez dada à partida na partida, já com a bola rolando, o medo maior seriam as bombas coreanas, mas como a zaga brasileira contava com uma habilidade excepcional para desarmar jogadas, o ataque da Coréia acabou sendo “praticamente” inutilizado (Para vocês verem como é a vida, mal eu terminei de escrever esta frase e os jogadores coreanos me fazem um gol, provando que não dá mesmo para elogiar ou desdenhar time algum antes do final de uma peleja, e me obrigando a inserir o termo “praticamente” neste parágrafo). Buenas, mas voltando a narrativa textual do jogo, podemos dizer que a Coréia do Norte jogou fechada, muito bem fechada, tanto que somente no segundo tempo o Brasil conseguiu desentupir o gol no campo adversário. Foi realmente um jogo bastante chorado (o jogador coreano Jong Tae Se que o diga, pois foi o primeiro a chorar).

Para finalizar mais este texto, deixo a seguir a sugestão recebida de uma jovem leitora chamada Milena, onde ela argumenta que independentemente se as pessoas gostam ou não de futebol, o ato de torcer por nossa seleção não deixa de ser uma boa opção, pois quanto mais o time conseguir avançar na disputa, mais folga os trabalhadores de um modo geral poderão ter para “assistir aos jogos”, ou seja, o lance é torcer muito para o Brasil ganhar e a moleza continuar. Complemento a ideia dela dizendo que esta merecida descontração nos trás qualidade de vida, e isso é algo que não tem preço.

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entendam-se como inimigos, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

13 junho 2010

O Amor Está no Ar

O amor está no ar! Dia dos namorados por aí... - embora neste ano, um pouco menos sob os holofotes, por causa da euforia com a Copa – e muitos corações apaixonados... 
Muitos também a espera de um amor, que; enquanto não vem, não deve ser visto como razão para sofrimento e lamúrias. Antes só que mal acompanhada, e, não o digo apenas como mera frase de efeito. Ora, não nascemos grudados em ninguém, então da onde se tirou essa ideia de que é impossível ser feliz sozinho? Ou que estar só, é o pior dos piores dos imbróglios? Para tudo na vida, há as vantagens e as desvantagens e cabe a cada um, refletir e decidir o que é melhor pra si, sem necessidade de cobiçar o que se é alheio. E, venhamos e convenhamos, nem só de namoros se constitui o mês de Junho. Há também as familiares e singulares festas juninas – mas recomenda-se aproveitar com zelo, cuidado com a balança...rs – Há as especulações e conchavos, já habitualmente inerentes ao cenário político, exacerbados em período – supostamente – pré-eleitoral; os “patriotas” de 4 em 4 anos, ansiosos com a Copa. Há quem esteja numa repentina paixonite pelas cores da bandeira, em especial; as verde e amarelo. Mas vejamos, o real motivo deste texto é esclarecer alguns aspectos cruciais, trata-se do seguinte: Convém esclarecer que embora formada em jornalismo, aqui expresso-me como cidadã – digamos assim – ou, em outras palavras, expresso aqui minhas ideias, meus esboços de crônicas... Portanto, nada similar à escrita formal, imparcial, técnica e objetiva do jornalismo. Não intenciono responder ao lead – parágrafo inicial de uma matéria que equivale à responder as seis perguntas: o que, quem, quando, como, onde e porque; nem escrever uma matéria ou artigo, como se a escrever para um jornal. E, estou detalhando nessa explicação tão somente a fim de dizer: os textos aqui contidos, são em sua maioria opinativos, sejam eles argumentativos ou não; inclusive os que citam aspectos esdrúxulos da política. Segundo, acho por bem explicar, que minhas críticas à Copa são direcionadas àquelas pessoas que nunca sabem, nem se importam com tudo que ocorre no país, e a cada quatro anos, quer posar de autêntico e único patriota, por exercer uma torcida, um tanto quanto fanática, para a seleção. E, o pior, ainda fica a te criticar porque você não é igual a elas. Logo, assim como a maioria, num país apaixonado por futebol, é claro que estarei na torcida pela seleção canarinho, não? E, poderia ser diferente? E, que o amor esteja sempre no ar, para todos os corações - apaixonados ou não - e que ele irradie esperança, força, virtude e, por que não? o desempenho da seleção. Ah, sim, e que ele também inspire um voto consciente... Mas que a situação está difícil, está! Contudo, que seja comentado a respeito, em outra oportunidade. Abraços,
                                                                                         


                                                                  Lilly Soares