22 maio 2010

Os Pastéis que Viraram Texto


OS PASTÉIS QUE VIRARAM TEXTO (leia enquanto estão quentes)
(Autor: Antonio Brás Constante)

Muitas das histórias contadas nos recantos deste gigantesco orbe, salgado e molhado, conhecido como planeta Terra, entram em nosso mundo literário pelas vivências de seus habitantes, que as espalham através da cumplicidade entre a boca de uns e os ouvidos de outros. O texto a seguir é algo neste estilo.

Tudo começa com a viagem de um jovem (nem tão jovem) que poderia ser conhecido como: Evaldo da firma de advocacia, Olinto da clínica dentária, Ricardo da padaria, Jorge da borracharia, entre tantos outros nomes, mas que chamaremos nesta narrativa apenas de Osório.

Osório resolveu passar as férias com sua família (esposa e filha) em algum lugar ao norte do País tupiniquim onde eles viviam. Viajaram para um local recheado de praias paradisíacas que pareciam verdadeiros cartões postais e de onde eram vendidos cartões postais repletos de imagens de praias paradisíacas. Vale lembrar que nas viagens tipicamente de férias, tudo tende a ser uma festa. O relógio é esquecido e o tempo passa a fluir livremente, sem importunar ninguém. A rotina dá lugar à sede de se conhecer novos lugares, bares, pousadas, pontos turísticos e restaurantes.

Em uma destas investidas turísticas Osório e família encontram um pequeno restaurante em um dos lugarejos por onde passavam e passeavam. Era um ambiente bem descontraído e agradável, temperado com um aroma delicioso. Após uma rápida consulta ao cardápio, resolvem pedir uma porção de pastéis, sendo seis de queijo e seis de camarão.

Enquanto esperavam a refeição, os três iam matando o tempo curtindo os sons do lugar e a fragrância da culinária local que se espraiava por todo recinto, vinda das outras mesas e da cozinha. Eles pareciam jogar conversa fora, o que não era totalmente verdade, já que seus ouvidos faziam um certo tipo de reciclagem cerebral dos assuntos ali discutidos, ou seja, os diálogos com pitadas de humor eram armazenados na área mental das “vivencias felizes”, as ponderações sobre as belezas do lugar ficavam no compartimento das “boas lembranças”, e qualquer tipo de comentário sobre política era imediatamente descartado, indo parar diretamente na lata de lixo destinada ao esquecimento, para não estragar o passeio.

Mas bastou passar pouco mais de meia hora de tranqüila espera ociosa e o estômago de nossos personagens já começou a querer entrar na conversa, demonstrando um vazio incômodo, que insistia em ser preenchido. Osório resolve chamar o garçom e perguntar sobre seu pedido, o garçom pede um momento, dizendo que já iria verificar e sai, sumindo por entre as mesas.

Mais meia hora se passa até que o garçom retorne. Ele chega avisando que o pedido não foi ainda entregue porque os camarões estavam em falta, podendo ser feitos apenas pastéis de queijo. O estômago de Osório pareceu não ter gostado muito daquela informação, e fez questão de enfatizar isso com ruídos pouco amigáveis. Em um misto de fome, impaciência e raiva, devidamente reprimidas pela boa educação e pelo clima de férias. Ele pede ao garçom que traga pastéis de queijo. Osório fala em um tom ainda tolerante e tentando, dentro do possível, parecer cordial, mas seus dentes semi-serrados deixavam dúvidas se ele estava esboçando uma tentativa frustrada de sorriso, ou se acabara de ser acometido por uma insuportável dor abdominal, proveniente de um ataque de apendicite aguda e inesperada.

Outra meia hora escorre pelos ponteiros do relógio até o garçom reaparecer com um ar de dúvidas e incertezas em seu semblante, e o que é pior, sem nada de pastéis em sua bandeja. Ele olha para Osório que também olha para ele, um silêncio tenso se forma entre os dois, quebrado pela pergunta derradeira do garçom:

- Moço, desculpe perguntar, mas... Vocês vão querer seis ou doze pastéis de queijo?

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

18 maio 2010

Absurdos nossos de cada dia...




Absurdos nossos de cada dia: uma terrorista e guerrilheira falando em combate ao terrorismo. Uma certa deputada tão maculada, cuja vergonha na cara é inversamente proporcional às incontáveis aplicações de Botox; é pega com a boca na botija e no cinismo que lhe é inerente - e aos demais pra-lamentares - se diz vítima de pegadinhas... Como se se tratasse de uma câmera indiscreta como as mostradas todo domingo no programa Sílvio Santos.


Por outro lado, enfim terminou aquela novelinha insossa do Manoel Carlos, Viver a Vida; a qual constituía-se em uma verdadeira Ode à Traição e, ainda pior, como todas as novelas desse autor, era surreal de tão "verossímel"...
E, mudando de assunto... O que se passa na cabeça dos ciclistas do Distrito Federal? Eles parecem achar perfeitamente normal, ter uma embromação como suposta ciclovia - as malditas ciclofaixas, feitas no acostamento - e andaram reclamando do desrespeito dos motoristas.  Detalhe: muitos deles ficam na pista - nem sequer é na tal da ciclofaixa - e ainda ousam reclamar que não são respeitados...
É como o eterno pedestre irresponsável que vive a "demonizar" o motorista, porém, jamais confessará que também não cumpre seus deveres. Ou como os arrogantes motoqueiros que aprontam as maiores barbaridades no trânsito e, aproveitando-se da majestade do carro perante a moto, adoram se fazer de vítimas. Fazer o quê? No trânsito caótico dos grandes centros urbanos,  nada é o que parece ser, e o que não tem remédio, remediado está... Já bem dizia os ditos populares.
E os absurdos pré-copa? Junho ainda nem chegou e já se cogita não ter expediente por causa do evento... Como se fosse "normal" o país todo parar por conta de um jogo... Será que nos outros países também é assim? Quisera saber responder! Contudo, ainda pior, são os hipócritas de plantão a criticar os políticos por almejarem fazer o mesmo... Não é nem que tal categoria mereça ser defendida, mas neste caso, eles apenas assumem querer o mesmo que grande parte dos cidadãos comuns... 
Sem falar nos patriotas eventuais - ou os também denominados de fachada - que na verdade, melhor nem comentar... Sob risco de me exaltar e de me expor de forma um tanto quanto hiperbólica e exacerbada...
Por ora, termino por aqui! Se fosse possível analisar o cenário atual em que vivemos sob um prisma deveras crítico, a lista de absurdos do cotidiano seria tão extensa, que seria preciso, talvez, até uma tese para comentá-los... E isso, porque ainda não começaram as campanhas eleitorais... Quer dizer, ao menos, não oficialmente. Eis a República das Bananas mostrando a sua cara...



30 abril 2010

Santa Ignorância!






Já faz um tempo que adentramos no século XXI, contudo, algumas pessoas ainda não saíram do período medieval. Certo dia, ao esperar o horário de início de uma prova de concurso público, ouvi - de pessoas sentadas perto - uma conversa que poderia ser considerada o cúmulo da ignorância para dizer o mínimo. Primeiramente, uma das pessoas alegou não saber o significado do termo EMO, indagando se seria um passáro. A outra, ao explicar o sentido de tal termo, aproveitou para falar que todo roqueiro é seguidor do Diabo. Óbvio que se trata de pessoas sem o mínimo de bom senso, que ou são fanáticas, ou tendem a generalizar; ou ambos. Ao menos, serviu como um estímulo para distrair e afastar a ansiedade antes da prova. Bem, se me saí bem são outros quinhentos...

       Mudando de assunto, estou há séculos atrasada - adoro hipérboles - para comentar um prêmio recebido e que muito me deixa orgulhosa. É o selo de Comentarista Excelente. Ele me foi indicado por um exímio poeta, então é uma honra receber tal indicação.  Bem, aproveito para dizer que terei de desobedecer algumas regras... Ao se receber este prêmio deve-se indicar 12 pessoas, contudo; eu não sou tão enturmada no universo da blogosfera e, também ando sem tempo de me "enturmar" descobrindo novos e competentíssimos blogueiros. Ah, e aproveitando para explicar, para não deixar de oferecer aos leitores que me prestigiam, textos de qualidade, quando não tenho tempo, nem sequer inspiração para escrever; aproveito para postar os formidáveis textos de um excelentíssimo escritor, chamado Antônio Brás Constante. Uma vez li um artigo seu, em um dos jornais que circulam em Brasília, Distrito Federal, e enviei-lhe e-mail comentando de sua brilhante capacidade para se expressar por meio das palavras. Após isso, o contato estreitou-se via internet (por Orkut, rs) e pelo velho e habitual conhecido e-mail, e ele me indicou o site Recanto das Letras e, ofereceu-me para receber seus textos, autorizando a publicação desde que citada a autoria. Ah, e óbvio, vou providenciar crônicas para comentar e debochar do cenário político-caótico, de nossa "Nação" afinal, estamos em época de eleições não? Mesmo, ela não tendo começado oficialmente... Um bom mês aos leitores e abços,


Lílian Soares

P.S: Bem, vou indicar alguns Blogs claro:

  1. Respeitar O Diferente é aceitá-lo como ele é; da Lia;
  2. Devaneios, da Lee;
  3. Frutos da Imaginação, do Ylago
  4. Tudo ao Meu Redor, da Monalisa
  5. Conexão TV/ Cinema, do Thiago
  6. My X Fics, da Lizzie

18 abril 2010

Leia Enquanto Fede (PARTE 1 DE SEI LÁ QUANTAS)


(Autor: Antonio Brás Constante)

Da nova série de abobrinhas textuais batizadas de: “Leia enquanto fede”, vamos apresentar a seguir os chamados PPPP (Partidos, Papagaiadas, Pornografias e Patifarias), em debochada homenagem ao ano eleitoral. Tranque a respiração, tape os ouvidos, feche os olhos e, se possível, tenha uma boa leitura.

PPCC – Partido do Primeiro Comando da Capital – Eles são bandidos e não negam sua origem (ao contrário de muitos de seus colegas de colarinho branco). Em suas ações criminosas eles malufam carros-fortes, bancos e demais instituições financeiras, e ainda assim roubam bem menos do que muitos parlamentares que andam soltos por aí, socando dinheiro dentro das cuecas até onde o sol e a lei não alcançam.

PDA – Partido Democrata Ateu - Seria uma tendência natural, visto que já existe em nosso ilusório mundo real o PDC (Partido Democrata Cristão), o PDA não acreditaria na impossibilidade de se combater a corrupção, não acreditaria na impossibilidade de se combater a violência, não acreditaria na impossibilidade de se combater a pobreza, ou seja, o Partido Democrático Ateu não acreditaria em nada (NADA MESMO). Seus membros são apenas seres humanos que preferem trocar qualquer dose de fé por uma boa xícara de café.O PDA não seria um partido desacreditado, mas um partido fiel a sua descrença.

PEGA – Partido Epidêmico da Gripe A – Este partido não é partidário daquela história de que uma mão lava a outra, já que mãos lavadas, secadas e estendidas no varal dificultam a propagação de muitos vírus (obs: não se assustem com minha gramática, a matemática é pior ainda). O PEGA é o tipo de partido que vai se difundindo de boca em boca. Aliás, nada como um bom pega para se entrar no PEGA. Boa parte da propagação desta associação viral está em suas mãos.

PEIDEM – Partido Estelionatário e Inescrupuloso do Dinheiro Escondido nas Meias – um partido em que até a sigla cheira mal e onde dinheiro não é problema, já que o problema está em onde esconder este dinheiro. Busca incessantemente fazer grandes investimentos nos fundos (das ceroulas e dos sapatos). Seus partidários querem sempre poder (poder roubar, poder levar vantagem, etc). Sua marca registrada é um galho de arruda estilizado (para tentar espantar o mau-olhado e a polícia federal).

PAPA – Partido Acobertador de Pedófilos Afiliados – Já faz tempo que se descobriu que não eram os comunistas e muito menos o lobo mau que comiam criançinhas. Apesar da onda de acusações do momento sobre pedofilia estar focada em um seguimento que muitos seguem religiosamente, é sempre bom frisar que este tipo de sociopatia pode acabar acontecendo em qualquer esfera da sociedade, não somente por homens de batina, mas por médicos, mecânicos, professores, políticos, pedreiros, leiteiros etc. Citar este referido partido é apenas forma de chamar a atenção para o triste fato que é presenciado através da mídia, mostrando que aqueles eleitos (indiferentemente se pelas urnas ou por sinais de fumaça) como ícones de um povo, se omitem sobre o assunto quando este bate a sua porta.

PA – Partido Alegre (oriundos do trenzinho da alegria, muito conhecido no mundo político) – Formado por várias siglas que vem se atualizando e modernizando desde os tempos da ditadura (onde a ditadura não era um mero efeito do Viagra). Como se trata de algo muito maior do que um simples partido e muito mais antigo (não tão antigo quanto o dia do beijo que ao que tudo indica começou com um tal de Judas, há cerca de dois mil e poucos anos atrás), nós podemos defini-lo como uma organização enraizada em muitas facções elitizadas e poderosas de nossa sociedade, que primam em fazer com graça a nossa desgraça, montando todo um circo político cheio de palhaçadas muito bem articuladas, onde a meta é nos deixar na lona enquanto eles dão risada. O truque agora está em um tipo de SERRA que se lança a cortar uma factóide caixa de pandora, com promessas de nos libertar (?), mas é bom ficar atento, pois a mágica do PA está em se manter no topo, muitas vezes tirando o pouco de nossos bolsos, deixando-nos tontos e com cara de bobos.

PCM – Partido da Copa do Mundo – É um Partido formado por integrantes do GRANA (Grupo Regulamentador de Atletas das Nações Amigas – já que nas inimigas o furo é mais embaixo, mais em cima, ou seja, é tudo bordado a bala). Onde todo mundo que entra no jogo acaba ganhando uma bolada, enquanto o restante da população apenas assiste e torce, mas quem tiver bastante dinheiro tem direito a uma cadeira numerada. Neste partido você não vota nos candidatos, mas sabe que eles ao menos terão que suar a camisa para ganhar. Não esquecendo que as verdinhas que rolam por seus bastidores são infinitamente mais numerosas que as verdinhas que compõe os gramados em que acontecem os espetáculos.

E finalmente, entrando nesta onda de votações, convido-os a votarem no PLA (Partidários do Livro do Antonio), atualmente o livro está disponível para votação no site: www.skoob.com.br/livro/sobre/36347. Votem, resenhem, divulguem. Conto com seu auxílio para que minha singela obra: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE” possa também ganhar um lugarzinho ao sol neste imenso universo literário. FAÇA PARTE DO PLA E DIVULGUE ESTA IDEIA!

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).


10 abril 2010

A Borboleta e a Flor


Certa vez, um homem pediu a Deus flores e uma borboleta.
Mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta.
O homem ficou triste, pois não entendeu porque o seu pedido veio errado.
Daí pensou:
Também, com tanta gente para atender...


 E resolveu não questionar.
Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixou esquecido.
Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores...
E a horrível lagarta transformara-se em uma belíssima borboleta.
Deus sempre age certo.
O Seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar tudo errado.
Se você pedir uma coisa a Deus e receber outra, confie.
Tenha certeza de que Ele dá o que você precisa, no momento certo.
Nem sempre o que você deseja é o que você precisa.
Como ele nunca erra na entrega dos pedidos, siga em frente, sem murmurar ou duvidar.
O espinho de hoje será a flor de amanhã! 

02 abril 2010

Da boca de fumo a boca do caixa (ESTOURANDO TUDO)


(Autor: Antonio Brás Constante)

Nos primórdios de nossa existência éramos denominados apenas como “homo” (em uma época onde ainda não sabíamos o que significava “primórdios”, “existência”, “denominados” ou mesmo quaisquer outros tipos de expressões, visto que elas ainda não existiam), e dividíamos as árvores com nossos demais parentes primatas.

Depois fomos ficando pretensamente inteligentes e resolvemos adicionar o “sapiens” a nossa definição, tentando enfatizar e afirmar para nós mesmos que nos tornáramos criaturas inteligentes. Hoje em dia o homo já devidamente civilizado e pasteurizado perdeu a letra “H” e virou marca de sabão em pó. Passamos de criaturas ao status de criadores, fabricando do chinelo de dedos ao clips de papel, e em meio a tanta genialidade achamos um jeito de destruir o que construímos (ou não), construindo bombas para destruição.

O homem tem mania de estourar as coisas, alguns estouram o ventil, outros a camisinha ou ainda o horário de serviço, e por aí vai. Ao que parece tudo começou na China, com a invenção da pólvora, mas o gosto por explodir tudo teve inicio mesmo com as guerras. Para quem não percebeu, a guerra tem pontos em comum com o casamento, com pequenas diferenças. Por exemplo, enquanto no matrimonio duas pessoas se encontram para se tornarem uma, através dos enlaces dessa união, ou seja, no sentido figurado, na guerra outras duas pessoas se encontram e buscam também se tornarem apenas uma (no sentido literal da coisa).

O homem tem certo fascínio mesclado com preocupação por estouros, visto que a semelhança entre um acionista e uma gestante é que ambos entram em desespero quando descobrem que a bolsa estourou.

Primeiro foi à vez da lei e da ordem tentar detonar com a marginalidade, estourando desmanches, jogatinas e bocas de fumo, agora os ladrões resolveram dar o troco, mas ao invés de estourar a boca do balão, acharam mais lucrativo estourar agencias bancárias.

O indivíduo (endividado ou não, mas geralmente em dívida com a sociedade), junta alguns camaradas seus (tudo sangue bom – conforme comentários de possíveis vampiros), e mesmo não sendo ainda época de São João, resolvem formar uma quadrilha, provavelmente enquanto consomem uma erva, dessas que não se coloca no chimarrão.

Eles vão às agências, sem que tenham por lá conta corrente ou talão de cheques (já que a ideia deles não é estourar o limite do cheque especial), e munidos com bananas de dinamite visam obter uma banana de dinheiro.

O pior é que daqui a pouco estas pragas sociais vão começar a estourar escolas, ou até hospitais, extorquindo grana para não matar ninguém, ou quem sabe a sociedade acabe surtando de vez e ao invés do tradicional linchamento, passem a explodir prisões e celas nas cadeias, já que construir novas não parece estar resolvendo nada.

Porque uma coisa é certa, a paciência das pessoas tem um limite, e já que quatro meses por ano do nosso suado salário são pouco para se resolver a situação cada vez mais caótica da segurança (para não falar do resto), quem sabe substituir o dinheiro na cueca e meias dos nossos “representantes” por algum tipo de explosivo plástico, mandando eles para o inferno ao qual pertencem, não comece a moralizar esta zona onde vivemos, e assim o “Homo” pare de usar seu “sapiens” para lograr os outros.

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).